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A perícia confirmou que a espuma do contêiner do Flamengo não propaga fogo

Autoridades vistoriaram o Centro de Treinamento do Flamengo. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A perícia criminal da Polícia Civil constatou na terça-feira que a espuma do contêiner do CT do Flamengo realmente não propaga o fogo. A conclusão é de que a chama consumiu rápido o alojamento porque o cômodo era muito pequeno e havia muitos colchões. Além disso, as peças frontais do ar-condicionado, que eram de plástico, também ajudaram na propagação do fogo. As informações são do jornal O Globo.

No domingo, o Flamengo informou que recebeu representantes da fabricante NHJ na Gávea durante a manhã e “esclareceram que o poliuretano utilizado entre as chapas metálicas não é propagador de incêndios, por ter característica auto-extinguível”.

O poliuretano é uma mistura de produtos químicos que se transformam em espuma rígida após a aplicação, impedindo a passagem de ruídos e do calor.

Vistoria

Chegou ao fim sem interdição a vistoria realizada na terça-feira no Centro de Treinamento do Flamengo. Autoridades visitaram o local das 10h às 15h, e verificaram se a estrutura atendia às exigências de segurança para a obtenção de um Certificado de Aprovação dos Bombeiros e um alvará da Prefeitura.

Além destes órgãos, o Ministério Público e Ministério Público do Trabalho estiveram no local para averiguar a situação dos alojamentos que serão usados pela base no módulo inaugurado em 2016. O módulo novo, inaugurado ano passado, também foi avaliado, assim como todas as estruturas em funcionamento no local.

Em nota, o MP informou que cada instituição vai apresentar relatório na sexta-feira, quando haverá novo encontro.

Durante a vistoria, o Corpo de Bombeiros notificou o CT do Flamengo para apresentação de um novo projeto de segurança contra incêndio e pânico e manutenção dos dispositivos existentes.

A diretoria convocou cerca de 20 funcionários responsáveis pelo setor administrativo e de patrimônio para auxiliar na perícia feita pelo Ministério Público e outras entidades. O Corpo de Bombeiros foi o primeiro órgão a chegar ao local, seguido por Prefeitura e Ministério Público do Rio.

Entre os dirigentes do Flamengo, o vice de futebol, Marcos Braz, se manifestou.

“Essa apuração interessa para todo mundo. Vamos colaborar com as autoridades e queremos esclarecer o que aconteceu”, disse o dirigente à reportagem, ressaltando que está à frente da pasta há 35 dias.

O local onde o contêiner usado como alojamento pela base pegou fogo teve segurança reforçada. Também havia intensa movimentação de profissionais do dia a dia do Ninho do Urubu, com efetivo maior para limpeza das áreas que passarão por avaliação.

Próximo ao local do acidente, foi possível confirmar a existência de um gerador, que atende a parte da frente do CT, onde a base se instalava. O Flamengo alega que o curto-circuito que atingiu o ar-condicionado do alojamento se deveu a picos de luz naquela madrugada. A árvore e o poste que caíram na rua do CT ainda estavam no chão na terça-feira, uma semana após o temporal.

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