Últimas Notícias > Notícias > Brasil > Ricardo Salles diz que usar recursos do fundo da Petrobras na Amazônia “não é o caminho mais apropriado”

A Petrobras dá mais um passo para vender sua refinaria em Canoas

O início do processo de venda das refinarias começou em junho. (Foto: Geraldo Kosinski/Petrobras)

A Petrobras anunciou na segunda-feira que iniciou a fase não vinculante (sem propostas formais) referente à primeira etapa da venda das refinarias RNEST (Abreu e Lima), em Pernambuco; RLAM (Landulpho Alves), na Bahia; Repar (Presidente Getúlio Vargas), no Paraná; e Refap (Alberto Pasqualini), no Rio Grande do Sul. O início do processo de venda dessas refinarias começou em junho. As informações são do jornal O Globo.

Ao todo, desde maio, a companhia abriu o processo de venda de 13 ativos, que inclui ainda campos em terra e a Liquigás.

“Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre os ativos, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes”, disse a estatal em nota.

No total, a empresa vai se desfazer de seus ativos de refino que respondem por metade da capacidade de refino de petróleo no país. As refinarias processam 1,1 milhão de barris por dia. Além das unidades, serão vendidas também as operações de logística integradas às refinarias. Fontes acreditam que a estatal pode arrecadar até US$ 15 bilhões.

Mais cedo, a estatal disse que a venda de sua fatia no campo de Baúna, localizado em águas rasas na Bacia de Santos, esta em fase final para a empresa Karoon Petróleo & Gás, que apresentou a melhor proposta. “Entretanto, em relação às notícias veiculadas na mídia sobre essa operação, esclarecemos que a transação ainda se encontra em fase de aprovação pelos órgãos de governança da Petrobras”, disse a estatal.

Estatal da Bolívia quer comprar fatia da Petrobras 

Após a Petrobras assinar um acordo com o Cade para vender suas participações em ativos de gás no Brasil, a YPFB  (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) mostrou interesse em ampliar sua fatia no GasBol (Gasoduto Brasil- Bolívia). A estatal boliviana tem 12% das ações da TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Brasil-Bolívia), empresa dona do GasBol. A Petrobras tem 51% das ações.

De acordo com comunicado do Ministério de Hidrocarbonetos da Bolívia, a intenção de participar do processo de licitação para adquirir uma fatia maior no gasoduto é “aumentar a sua influência no mercado de gás brasileiro”. Luis Alberto Poma Calle, gerente de Regulação da TBG, disse em nota que uma maior presença no Brasil vai permitir que a empresa boliviana negociar gás natural diretamente com empresas de distribuição e indústrias privadas na região Sudeste do Brasil. “Assim, vamos evitar a intermediação de terceiros para vender gás”, disse Calle.

Ele destacou, no entanto, que a saída da Petrobras no GasBol “não significa que o Brasil reduzirá os volumes de compra de gás da Bolívia”. O gasoduto tem 3.150 quilômetros de extensão . Desse total, 82% estão localizados em território brasileiro. O gasoduto iniciou suas operações há 20 anos e tem uma capacidade para transportar 32,8 milhões de metros cúbicos por dia.

Segundo o executivo, a compra de ações no gasoduto representa uma “oportunidade de mercado que permitiria fortalecer seu plano de expansão e internacionalização em nível continental”.

Segundo uma fonte do setor que participa do projeto de venda de ativos da Petrobras, o interesse da empresa boliviana em aumentar sua participação no gasoduto é natural. Para ele, pelo acordo atual de acionistas na TBG, o sócio atual tem prioridade na compra de ações que estão hoje na mão da Petrobras (de 51%). O resto das ações são de holdings controladas pelas empresas.

Deixe seu comentário: