Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019

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Notícias A Polícia Civil prendeu na Serra Gaúcha uma empresária suspeita de “lavar” dinheiro para facções criminosas

Mulher teria cobrado "comissão" de 5% sobre valores depositados em sua conta. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Em combate aos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa na Serra Gaúcha, a Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) de Caxias do Sul prendeu preventivamente uma mulher de 32 anos. O nome dela constava em um dos mandados judiciais cumpridos nesta semana nos bairros Bom Pastor e Desvio Rizzo.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações vem sendo realizadas há mais de três meses, tendo como alvo principal um grupo que atua diretamente no fluxo financeiro de duas facções criminosas da região. Até o momento, nove pessoas já foram identificadas.

A suspeita utilizava uma empresa, em seu nome, voltada para o fornecimento de marmitas a presídios, mas que na verdade tinha como objetivo legalizar recursos obtidos com o tráfico de drogas pelas duas facções.

O empreendimento funcionava como uma espécie de banco, recebendo em sua conta os valores obtidos com a atividades de diversos pontos de comércio de entorpecentes na Serra Gaúcha. Esse dinheiro era então repassado a traficantes, mediante uma espécie de “comissão” – em torno de 5% – sobre cada depósito recebido.

Ainda segundo a Draco, a empresa da suspeita presa nesta semana movimentou aproximadamente R$ 2 milhões durante o período de um ano. “Os valores recebidos eram tantos, que a conta da investigada chegava a ficar bloqueada por excesso de depósitos diários”, ressaltou o delegado Adriano Linhares.

Furto de energia

Nessa terça-feira, a DRCP (Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio das Concessionárias e os Serviços Delegados), vinculada ao Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), prendeu os proprietários de um mercado, mercearia e uma fábrica de gelo em Gravataí. Os estabelecimentos estão localizados no bairro Santa Tecla.

Os agentes foram ao local acompanhados de técnicos da concessionária RGE, que constataram nos três locais a existência de uma ligação clandestina feita diretamente na rede de uma outra empresa, cujo dono não sabia ser alvo de furto de energia. Em razão disso, os proprietários ou responsáveis pelos locais foram presos em flagrante.

Conforme o Deic, esse tipo de crime em estabelecimentos comerciais está no foco de combate da DRCP, pois gera grandes prejuízos que são arcados por toda a população, e consequente diminuição de arrecadação de impostos. Além disso, gera perigo e instabilidade na rede energética, além de promover concorrência desleal.

Isso porque o empreendedor que mantém comércio regular e dentro das regras não consegue competir de forma igualitária com quem não precisa arcar com os custos reais de energia intrínsecos à atividade econômica, complementam os técnicos da RGE.

(Marcello Campos)

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