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A Polícia Federal acredita que Sérgio Moro deixará o Ministério da Justiça se Bolsonaro demitir o diretor-geral da corporação

As declarações foram dadas em uma conversa com seis jornalistas. (Foto: Carolina Antunes/PR)

A cúpula da PF (Polícia Federal) está segura de que o ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, apesar de estar até agora em silêncio, não tem condições de permanecer no cargo caso Bolsonaro leve adiante a ameaça de demitir o diretor-geral do órgão, Maurício Valeixo.

Mesmo que Moro não defenda a PF, a eventual saída de Valeixo por ordem do presidente seria uma humilhação superior a todos os outros constrangimentos por que o ministro tem passado.

Entre os reveses do ex-juiz estão a retirada de indicados dele para o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômico), a perda do Coaf, a unidade de inteligência financeira do Estado, a desidratação do projeto anticrime que tramita no Congresso –e a insistência de Bolsonaro em dizer que quem manda é ele, e não o ministro.

Declaração

Para amenizar o desgaste do ministro Sérgio Moro, Bolsonaro fez afagos ao ex-juiz no início do mês e comparou a relação entre eles a de um time de futebol.

“Em grande parte, eu me aconselho com ele [Moro]. Eu sou técnico de um time de futebol, ele é um jogador. Então jogador conversa comigo, dá sugestão”, disse Bolsonaro, ao afirmar que consulta Moro, além de outros ministros, no processo de escolha do novo procurador-geral da República. A declaração foi feita pelo presidente ao deixar o Palácio da Alvorada, acompanhado do ministro.

Bolsonaro e Moro tiveram na semana passada um breve encontro na residência oficial da Presidência da República, dez minutos antes de saírem juntos para um evento no Clube do Exército. A reunião não estava prevista nas agendas.

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