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A Polícia Federal concluiu o inquérito que investiga a senadora Gleisi Hoffmann e o ex-ministro Paulo Bernardo

A Procuradoria-Geral da República acusa os petistas e um empresário de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. (Foto: Divulgação)

A PF (Polícia Federal) concluiu nesta semana o inquérito que tem a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo entre os investigados. As informações são do portal de notícias G1.

O relatório foi enviado na quarta-feira (14) ao STF (Supremo Tribunal Federal) e será analisado pelo ministro Dias Toffoli. Os crimes investigados neste inquérito são corrupção e lavagem de dinheiro.

A assessoria de Gleisi informou ao G1 que a defesa da senadora não teve acesso ao inquérito. “O vazamento ilegal de suposto inquérito, ao qual a defesa não teve acesso, é mais uma violência contra o PT e seus dirigentes”, informou em nota.

O G1 não localizou a defesa do ex-ministro nesta quinta-feira (15), mas os advogados dele já se pronunciaram anteriormente sobre o caso, afirmando que Bernardo não teve envolvimento em eventuais irregularidades cometidas no Planejamento.

A suspeita da PF é que houve desvio de dinheiro na concessão de empréstimos consignados pelo Ministério do Planejamento no período em que Paulo Bernardo, marido de Gleisi, comandou a pasta.

A Polícia Federal suspeita, ainda, que parte do dinheiro desviado teria abastecido campanhas de Gleisi por meio de caixa 2.

Relembre o caso

Segundo as investigações da 18ª fase da Operação Lava-Jato, houve um esquema de corrupção em um contrato firmado entre o Ministério do Planejamento e a empresa Consist Software para gestão de empréstimos consignados.

A delação do ex-vereador de São Paulo Alexandre Romano embasou as investigações.

A suspeita é que o desvio tenha chegado a R$ 100 milhões.

Segundo a PF, o Planejamento direcionou a contratação da Consist para operacionalizar o crédito consignado a funcionários públicos da União.

Em 23 de junho de 2016, Paulo Bernardo chegou a ser preso pela PF em razão das suspeitas relacionadas aos empréstimos consignados. Seis dias depois, ele foi solto, negando todas as acusações.

Dias Toffoli atendeu no dia 29 de junho de 2016 o pedido do ex-ministro Paulo Bernardo e revogou a prisão dele. Após ser divulgado o despacho de Toffoli, os advogados do petista afirmaram, por meio de nota, que a decisão do Supremo mostra que a ordem de prisão tinha “motivos genéricos e que não havia requisitos legais para a detenção.

“A decisão do ministro Dias Toffoli, acolhendo pedido da defesa técnica, desconstruiu todos os fundamentos da prisão de Paulo Bernardo. Deixou claro que os fundamentos eram genéricos e que os requisitos legais e constitucionais não estavam presentes”, observaram os defensores.

No despacho no qual determinou a soltura de Paulo Bernardo, Toffoli afirmou que houve um “flagrante constrangimento ilegal” na prisão do ex-ministro. Na visão do magistrado, a decisão do juiz federal de primeira instância de mandar prender o petista se baseia, “de modo frágil”, na conclusão pessoal de que, em razão de ser ex-ministro e ter ligação com outros investigados e com a empresa suspeita de ter cometido as irregularidades, Paulo Bernardo “poderia interferir na produção de provas”.

Toffoli ressaltou na decisão que o magistrado da Justiça Federal de São Paulo não indicou no mandado de prisão “um único elemento fático concreto que pudesse amparar essa ilação”.