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A Polícia Federal cumpriu mandados e investiga um esquema de corrupção na Casa da Moeda

A Lava-Jato, deflagrada pela Polícia Federal, investiga um grande esquema de lavagem e desvio de dinheiro. (Foto: Divulgação/PF)

Policiais federais cumpriam nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, dois mandados de busca e apreensão nas casas de investigados em esquema de corrupção na Casa da Moeda do Brasil, onde são confeccionadas cédulas do Real.

A Operação Vícios II investiga lavagem de dinheiro e atuação de ex-diretores da estatal em fraude de licitação.

Segundo a Polícia Federal, o esquema beneficiou uma empresa privada durante um procedimento licitatório para a compra de equipamentos no valor de R$ 300 milhões.

A primeira fase da Operação Vícios foi desencadeada em julho de 2015, quando foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão no Rio, São Paulo e Brasília. Em março deste ano, mais seis mandados foram cumpridos no Rio, São Paulo, São José dos Campos (SP), Itajubá (MG) e Brazópolis (MG).

A operação Vícios conta com o apoio da Corregedoria-Geral do Ministério da Fazenda.

Por meio de nota, a Casa da Moeda informou que a Operação Vícios foi iniciada a partir de informações da própria instituição e que permanece à disposição para colaborar e apoiar as investigações.

“A atual gestão da CMB reitera seu compromisso com as boas práticas de governança, tendo como exemplos recentes o recebimento da certificação “Nível 1” no 2º ciclo de avaliação do Indicador de Governança IG-SEST (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais), do Ministério do Planejamento, e o Prêmio de 1º lugar na categoria “Aprimoramento do Controle Social”, do concurso nacional de boas práticas da Rede de Ouvidorias, promovido pela Ouvidoria-Geral da União, por projeto relacionado ao tratamento de denúncias”, afirma.

A instituição informou, no entanto, que a licitação investigada, realizada em 2009, foi considerada regular pelo Tribunal de Contas da União, na época.

A Casa da Moeda também disse na nota que “reitera seu compromisso com as boas práticas de governança”.

Medalhas

Para comemorar os 200 anos do Museu Nacional, destruído por um incêndio na noite do dia 2 de setembro, a Casa da Moeda lançou três tipos de medalhas em comemorativas. Foram cunhadas 550 unidades, com 50 milímetros de diâmetro, sendo 50 unidades na versão prata dourada, 100 em prata e 400 em bronze.

As medalhas comemorativas estão disponíveis para compra no site da Casa da Moeda e no Centro Cultural da Casa da Moeda, no Centro do Rio. Havia um ponto na loja física do museu. A versão prata dourada estava sendo vendida, pelo valor mais caro, a R$ 850, e já esgotou. A de prata, ao valor de R$ 530, e ainda restam 13 para serem vendidas pelo site. E as moedas cunhadas em bronze, anunciadas ao preço de R$ 135 no site, restam 43 exemplares.

A arte é de autoria de Dalila Santos, professora da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Para o anverso, me inspirei no bosque que cerca o museu, um conjunto de caminhos que se apresentam como galhos de uma árvore bem frondosa. No reverso, priorizei as coleções do museu, destacando peças extremamente significativas como o Maxakalisaurus topai, as múmias, a preguiça-gigante e Luzia”, disse.

No anverso, a medalha tem a vista do prédio do Museu Nacional, capturada a partir de um drone, rodeado por uma área arborizada. Nas laterais esquerda e direita há um recorte com molduras observadas nas pinturas de teto do Salão do Segundo Reinado. Na parte superior, pode ser visualizada a inscrição Museu Nacional ladeada pelas eras 1818–2018. Na orla inferior, está a inscrição com o nome da instituição da qual o museu faz parte: a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

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