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A Polícia Federal entrega ao Supremo a cópia do inquérito que apura a invasão dos celulares de autoridades

Entrega foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

A PF (Polícia Federal) entregou nesta segunda-feira (5) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a cópia do inquérito que apura a invasão de celulares de autoridades.

A entrega do material foi determinada pelo ministro na última quinta-feira (1º). Moraes também ordenou a entrega da cópia das mensagens.

Um dia depois, na sexta-feira (2), o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, mandou a Polícia Federal enviar o material ao Supremo Tribunal Federal.

A decisão de Moraes não retira o inquérito da primeira instância. Portanto, a investigação continua com Ricardo Leite e com atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Os suspeitos de invadir os celulares das autoridades foram presos no dia 23 de julho, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Spoofing. Na semana passada, a Justiça de Brasília converteu de temporárias para preventivas as prisões dos investigados. Com isso, as prisões deles não têm prazo de término.

Envio das cópias

De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, a decisão foi motivada por “notícias veiculadas apontando indícios de investigação ilícita contra os ministros do Supremo”.

Na quinta-feira, o jornal “Folha de S.Paulo” publicou supostas mensagens segundo as quais procuradores da Operação Lava-Jato no Paraná pretendiam investigar ministros do Supremo Tribunal Federal.

“Diante das notícias veiculadas apontando indícios de investigação ilícita contra ministros desta Corte, expeça-se ofício ao Juízo da 10ª Vara Federal Criminal de Brasília, solicitando cópia integral do inquérito e de todo material apreendido durante a Operação Spoofing, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas”, determinou Alexandre de Moraes na ocasião.

O ministro é relator de um inquérito no Supremo Tribunal Federal que apura ofensas a ministros da Corte, vazamento de informações ou atos irregulares de servidores contra integrantes do Supremo.

Foi no âmbito desse inquérito que ele determinou o envio de cópia da investigação que tramita na Justiça de Brasília.