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A Polícia Federal envia delegado à Espanha para interrogar sargento brasileiro preso com droga

Advogado que representa o sargento Manoel Silva Rodrigues (foto) afirma que até agora não teve acesso aos autos da investigação. (Foto: Reprodução de internet)

A PF (Polícia Federal) decidiu enviar um delegado para a Espanha a fim de interrogar pessoalmente o sargento Manoel Rodrigues, preso no aeroporto de Sevilha com 39 quilos de cocaína em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira).

A prisão se deu quando o avião da FAB pousou no aeroporto no último dia 25. As autoridades espanholas encontraram a cocaína dividida em 37 pacotes de mais de um quilo. O militar integrava a tripulação do avião, que estava na Espanha como apoio à viagem do presidente Jair Bolsonaro ao Japão.

O delegado da PF responsável pela investigação deve acompanhar na viagem à Espanha oficiais da FAB que também ouvirão o sargento. A PF poderia ter pedido o compartilhamento de provas, já que as autoridades espanholas também apuram o caso. Mas decidiu enviar um delegado.

A Polícia Federal é responsável pela investigação do crime lavagem de dinheiro. A FAB, pela investigação de tráfico internacional de drogas. Os responsáveis pelo inquérito da PF estão rastreando os bens do sargento para descobrir se ele tem patrimônio não compatível com a renda. O ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) adiantou que o crime de lavagem estava sob investigação da Polícia Federal.

Não é filiado ao PT ou PSL

Diversas teorias já foram criadas sobre Manoel Silva Rodrigues. Uma das mais fortes a circular pelas redes sociais trata da filiação política de Rodrigues.

Alguns internautas o apontam como filiado ao PSL, partido do presidente, e, por isso, estaria voando em um avião presidencial. No Facebook, a corrente vinha acompanhada da hashtag #B171. Já outros apontam que Rodrigues seria filiado ao PT, opositor a Bolsonaro, pois já havia voado em aviões oficiais desde antes de o presidente atual assumir. “Resolvido o mistério”, publicou uma usuária que teve o post viralizado no Twitter.

Todas as correntes são falsas. Rodrigues não era filiado a nenhum partido e, como militar na ativa, nem poderia ser. De acordo com a base de dados de filiados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), não há nenhum Manoel Silva Rodrigues filiado ao PT ou ao PSL em nenhum estado. No Distrito Federal, onde o militar mora, há um quase homônimo no PSL: Manoel de Sousa Rodrigues – o que pode ajudar na confusão –, mas nenhum Silva.

Nem se Rodrigues quisesse participar de algum partido político, ele poderia. A participação na política de militares na ativa, seu caso como segundo-sargento da Aeronáutica, está vetada pela Constituição Federal. De acordo com o Artigo 142, eles não podem se filiar a siglas, sindicalizar ou fazerem greve.

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