Últimas Notícias > Capa – Caderno 1 > Presa quadrilha de traficantes que planejava executar uma delegada no Rio Grande do Sul

A Polícia Federal fez uma operação contra uma organização suspeita de desviar 30 milhões de reais de bancos

Foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e oito de busca e apreensão. (Foto: Divulgação/PF)

A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta sexta-feira (7) operação para desarticular organização criminosa suspeita de fraudar sistemas informatizados de instituições bancárias em cinco estados e no Distrito Federal e desviar ao menos R$ 30 milhões, informou a PF em nota.

Como parte da chamada operação Bandeirantes, foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e oito de busca e apreensão em endereços em Brasília, Goiânia e São Paulo, segundo a PF, que não identificou as organizações financeiras afetadas pelo esquema.

De acordo com a investigação, iniciada em 2016, a organização criminosa recrutava estagiários e funcionários terceirizados de bancos para instalar equipamentos que permitiram a invasão dos sistemas por integrantes da quadrilha.

“Com acesso aos dados dos clientes, através de senhas de servidores das instituições financeiras, os criminosos transferiram valores de correntistas para contas de integrantes do grupo”, afirmou a PF, acrescentando que o esquema foi identificado em Alagoas, Rio Grande do Norte,Goiás, Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal. Segundo comunicado da Polícia Federal, as instituições bancárias envolvidas estimam que a fraude gerou prejuízo de R$ 30 milhões apenas no último ano.

“Playground Nordestino”

Na manhã da última quarta (5), a PF deflagrou uma operação em Alagoas, Paraíba e Bahia contra uma organização criminosa que atua nos três Estados. Ao todo foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça alagoana. Ninguém foi preso.

Os trabalhos buscaram colher provas relacionadas a duas construtoras que deixaram obras inacabadas em algumas cidades alagoanas e baianas. Elas são referentes a quadras e reformas de escolas. Até o momento, os agentes acreditam que o prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 1,6 milhão.

No entanto, esse número pode aumentar. Isto porque, de acordo com a PF, foram descobertos contratos celebrados pelas empresas com entes públicos que ultrapassam R$ 13 milhões.

A Operação foi denominada “Playground Nordestino”, em alusão a uma área livre para recreação.

“O nome da operação tem relação direta com a fraude em licitações de material e obras que deveriam ser destinados a crianças, ao lazer delas, e que de fato não foram construídas”, esclareceu o delegado do Combate ao Crime Organizado da PF, Agnaldo de Mendonça Alves.

Segundo as investigações, o grupo criminoso atua nos municípios da Barra de São Miguel (AL), Pariconha (AL), Dois Riachos (AL), Paulo Afonso (BA), Glória (BA), Chorrochó (BA) e Brejo do Cruz (PB).
“É preciso ressaltar que a investigação está sendo desenvolvida nesse momento e que alguns dos gestores atuais dessas cidades têm colaborado com a investigação, prestando esclarecimentos. Não necessariamente essa ação se refere aos gestores atuais”, colocou o delegado.

 

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