Últimas Notícias > Fama & TV > Celebridades > Deborah Secco volta às novelas com personagem inspirada em Claudia Raia

A Polícia Federal fez uma operação de busca e apreensão na casa do presidente da Vale

Outros quatro mandados foram cumpridos em Belo Horizone, Rio de Janeiro e Nova Lima. (Foto: Divulgação/PF)

A PF (Polícia Federal) de flagrou na manhã desta terça-feira (16) uma operação para aprofundar as investigações em relação à tragédia de Brumadinho (MG). Entre os alvos da operação estava o presidente afastado da Vale, Fabio Schvartsman. Agentes da PF cumpriram mandado mandado de busca e apreensão em sua casa, como revelou a colunista do jornal O Globo, Bela Megale.

Segundo a Polícia Federal, o objetivo da ação era a apreensão de documentos. Além da casa de Schvartsman, agentes da PF cumpriram um mandado no Rio de Janeiro e outro em Nova Lima (MG). Outros dois mandados foram cumpridos em Belo Horizonte.

Os mandados foram expedidos pela 9ª Vara da Justiça Federal de Belo Horizonte.

A barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu no dia 25 de janeiro. A lama que foi liberada destruiu construções e residências próximas à mina. Ao todo, segundo o último balanço da Defesa Civil, 229 mortes foram confirmadas. Outras 48 pessoas continuam desaparecidas.

Corte de produção da Vale

A redução da produção de minério de ferro da Vale deve ter um impacto devastador para Minas Gerais e, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas), o efeito para a economia brasileira também é considerável. Cálculo feito a partir do peso da indústria extrativa no PIB (Produto Interno Bruto) mostra que o corte estimado pela Vale de 92,8 milhões de toneladas de minério – 23% da produção do País – deve gerar um impacto de 0,2 ponto porcentual no PIB nacional em 2019. Ou seja: considerando a média das estimativas para o avanço da economia este ano (que é de quase 2%), 10% do crescimento deve se perder na esteira da tragédia de Brumadinho, que deixou 277 vítimas, entre mortos e desaparecidos.

Em Minas, a restrição da produção da Vale – seja em resposta a sentenças judiciais ou por decisões internas – terá um efeito brutal, segundo a Fiemg, federação das indústrias do Estado. Além de prever que, mantida a situação atual, 850 mil vagas podem ser fechadas, a entidade calcula que o PIB estadual só vá avançar 0,8% este ano – menos de um quarto da projeção anterior, de 3,3%. “Temos de aprender com os fatos (de Brumadinho e Mariana), mas os efeitos na economia são perversos”, diz o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe. Para ele, após a tragédia de Brumadinho, a Vale adotou “posição conservadora”.

Enquanto para Minas a saída do buraco financeiro depende da retomada da produção da Vale, a compensação para o Brasil pode vir de outra fonte, segundo a FGV. A Petrobrás anunciou que pretende elevar a produção de petróleo em 10% em 2019. Caso a previsão se confirme, diz a pesquisadora Luana Miranda, do Ibre/FGV, metade do efeito negativo no PIB seria eliminado, reduzindo a perda para 0,1 ponto porcentual, ou 5% do avanço estimado para 2019.

O reflexo da redução na extração da Vale é mais agudo para municípios como Itabira, Nova Lima, Ouro Preto e Mariana, que têm até 90% da arrecadação atrelada à mineradora. Diante dessa dependência, a Vale anunciou repasse de R$ 100 milhões, nos próximos três meses, para garantir que as cidades tenham como pagar funcionários e serviços essenciais.

Embora essa compensação para a perda de arrecadação resolva a questão de curto prazo, a Amig, associação dos municípios mineradores, diz que a ordem econômica só se restabelecerá com a retomada da produção. “Nas minas Timbopeba (Ouro Preto), Alegria(Mariana) e Brucutu (São Gonçalo do Rio Abaixo), a questão pode ser resolvida até o meio do ano”, diz Waldir Salvador, consultor da Amig.

Procurada, a Vale diz que a estimativa de corte de 92,8 milhões de toneladas para o ano segue válida. Destaca que “a produção nessas localidades só será retomada quando a segurança das estruturas estiver assegurada”.

 

Deixe seu comentário: