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A Polícia Federal investiga estelionato contra a Caixa Econômica Federal

Ação teve como alvos pessoas suspeitas de produzirem documentos falsos para a abertura de contas fantasmas. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A PF (Polícia Federal) deflagrou na sexta-feira (14) a Operação Broadway para investigar suposto estelionato contra a Caixa Econômica Federal. “A ação tem como alvos pessoas suspeitas de produzirem documentos falsos para a abertura de contas fantasmas na instituição bancária”, diz a PF.

Policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão nas cidades de Curitiba e Ponta Grossa (PR). Segundo a PF, as contas criadas pelos suspeitos eram utilizadas para fazer empréstimos fraudulentos junto à Caixa e outros bancos. “Foi apurado prejuízo superior a R$ 1 milhão com as fraudes”.

“Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram apreendidos documentos, celulares e mídias. Em um dos celulares foram localizadas imagens de documentos de centenas de pessoas”, afirmou a corporação. Os envolvidos irão responder pelo crime de estelionato, cuja pena é de um a cinco anos de prisão. O nome da Operação faz referência ao apelido de um dos investigados, que é conhecido como “Drama”.

Devolução

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou na semana passada, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, que a instituição financeira vai devolver R$ 3 bilhões ao governo federal.

Esses recursos, contudo, não podem ser contabilizados como receitas primárias, ou seja, para uso no orçamento da União em gastos dos ministérios. Os valores são classificados como financeiros e, deste modo, podem ser utilizados apenas para o abatimento da dívida pública.

“Essa é uma determinação do ministro Guedes [a devolução dos recursos]. Não é discussão de ‘management’ [gerenciamento]. É uma decisão de governo que nós vamos devolver o dinheiro”, declarou Guimarães. Segundo ele, a estratégia da instituição financeira é de devolver outros R$ 17 bilhões até o fim de 2019.

O ministro Paulo Guedes, lembrou que, durante a campanha eleitoral, no ano passado, sua equipe informou que iria “despedalar” os bancos públicos, ou seja, devolver recursos emprestados. “Houve muitos empréstimos da União aos bancos públicos que cometeram excessos com recursos públicos, como BNDES [Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social] e Caixa. E essas ‘pedaladas’ acabaram levando ao ‘impeachment’ da presidente [Dilma]. E nossa responsabilidade é devolver esses recursos à União, e dentro, inclusive, das exigências do TCU [Tribunal de Contas da União], garantir que esses recursos devolvidos abatam a dívida pública”, declarou.