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A Polícia Federal prendeu o dono de uma corretora suspeito de lavagem de dinheiro

João Paulo Julio de Pinho Lopes é responsável pela corretora Advalor. (Foto: Reprodução de TV)

A PF (Polícia Federal) prendeu na manhã desta sexta-feira (10) o empresário João Paulo Julio de Pinho Lopes, responsável pela corretora Advalor. Ele é suspeito de participar da lavagem de dinheiro de propina a agentes públicos. Pinho Lopes foi apontado como responsável pelos crimes em delação premiada do ex-subsecretário de Transportes Luiz Carlos Velloso, preso na Operação Tolypeutes, que apurou o pagamento de propina na construção da linha 4 do metrô do Rio de Janeiro.

Na delação, Velloso afirma que usou uma conta na corretora para receber dinheiro de propina vindo de empreiteiras e para movimentar valores para Augusto Nardes, ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), e para Júlio Lopes, deputado federal pelo PP-RJ e ex-secretário de Transportes do Rio na gestão Sérgio Cabral (MDB). O juiz Marcelo Bretas autorizou a prisão preventiva do investigado. A ação não tem prazo para terminar.

Na ação desta sexta não havia mandados contra Nardes, nem contra o parlamentar. Em maio, o ministro do Supremo Tribunal Federal DiasToffoli determinou uma busca e apreensão na casa do ministro do TCU, em ação que também teve como base a delação de Velloso. Na ocasião, foram apreendidos documentos e celulares.

Em dezembro do ano passado, o delator Velloso foi interrogado por Bretas, em processo que apura suposta corrupção na construção da Linha 4 do Metrô do Rio. Na audiência, o ex-subsecretário disse que R$ 3,5 milhões pagos por empreiteiras como propina, especialmente a Odebrecht, passaram pela Advalor.

Parte era para ajudar na campanha de Julio Lopes. Do total, afirmou, o deputado e ele ficaram com mais de R$ 1 milhão para pagar contas pessoais.

Assim como Julio Lopes, o ministro Augusto Nardes já foi deputado pelo PP. No Tribunal de Contas da União, Nardes foi o relator do processo das chamadas “pedaladas fiscais”, um dos documentos usados para embasar o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef (PT).

A Advalor também foi alvo de buscas na Paralelo, 39ª fase da Operação Lava-Jato de Curitiba, em 28 de março de 2017. Os procuradores já investigavam suspeitas, também oriundas de delações, de que a corretora seria intermediária de propina vinda de contratos entre a Petrobras e construtoras.

Petrobras

A Petrobras informou, através de comunicado ao mercado, que conseguiu reaver R$ 1,034 bilhão, no âmbito da Operação Lava-Jato. O dinheiro foi devolvido por meio de acordos de colaboração e leniência celebrados com pessoas físicas e jurídicas pelo Ministério Público Federal. De acordo com a Petrobras, essa é a maior restituição recebida em um único período. Desde o início da Lava-Jato, a companhia já recebeu R$ 2,5 bilhões.

“A companhia, que é reconhecida pelas autoridades como vítima dos atos desvendados pela operação, seguirá adotando as medidas cabíveis contra empresas e indivíduos que lhe causaram prejuízos. A Petrobras atua como coautora do Ministério Público Federal e da União em 16 ações de improbidade administrativa em andamento, além de ser assistente de acusação em 51 ações penais”, diz a nota.

Desde que foi instaurada, a Operação Lava-Jato investigou vários esquemas de corrupção envolvendo a estatal petrolífera, ex-diretores, funcionários e prestadores de serviço.

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