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Prefeitura de Porto Alegre apresenta balanço das obras da Copa de 2014

Secretário (D) atribuiu a demora na conclusão das obras a fatores como projetos mal planejados. (Foto: Ricardo Giusti/PMPA)

Passados mais de cinco anos desde que Porto Alegre recebeu jogos da Copa do Mundo de 2014, nessa segunda-feira o titular da Smim (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana), Marcelo Gazen, apresentou um panorama com o histórico e a situação atual de cada uma das obras previstas na ocasião.

O encontro foi promovido pela Sergs (Sociedade de Engenharia do Estado do Rio Grande do Sul), com a participação de entidades envolvidas na viabilização dos empreendimentos. Gazen explicou o conjunto previsto pela chamada “Matriz de Responsabilidade”, apontando cada um dos contratos concluídos, bem como os que estão em andamento, paralisados ou em processo de licitação.

De acordo com Gazen, dentre as principais causas da demora na conclusão das obras estão projetos deficitários, mal planejados e executados, grande volume de desapropriações e reassentamentos, apontamentos de órgãos de controle, somados à crise no setor construtivo: “A atual gestão assumiu o compromisso de resolver os problemas, fazer gestão e buscar soluções”.

Conforme o presidente da Sergs, Luís Roberto Andrade Ponte, o objetivo do encontro foi apontar ações imediatas para solução definitiva e as causas dos atrasos no andamento dessas obras: “Queremos encontrar um caminho construtivo com fraternidade. Já tivemos um vasto aprendizado e não estamos aqui para denunciar nada. No entanto, precisamos verificar a situação e encontrar caminhos em conjunto”.

Representando os empresários presentes, o diretor da Procon Construções, Marcos Pinheiro, elencou a insegurança jurídica como um entrave prejudicial ao trabalho das empresas e gestores. “Esse aspecto é o que mais impacta a continuidade. Precisamos soluções técnicas e jurídicas e decisões com mais celeridade, com respeito e atenção aos contratos firmados”, lamentou.

Já o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Pedro Figueiredo, destacou que o órgão tem o compromisso de melhorar, de forma republicana, o andamento dos processos relacionados às obras e declarou que vai reunir o pleno para verificar ações que contribuam com esse objetivo: “A Corte tem um corpo de auditores altamente qualificados, que tem o dever de apontar tudo o que for possível. As obras da Copa foram divididas por conselheiros, responsáveis pela deliberação final”.

Também participaram do evento os secretários-adjuntos de Planejamento e Gestão, Daniel Rigon, e de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Nelcir Tessaro, além do diretor-geral do Demhab (Departamento Municipal de Habitação), Mário Marchesan, o coordenador do Escritório Geral de Obras de Mobilidade, Maurício Batista, a auditora pública externa do TCE, Andrea Mallmann, empresários e técnicos da prefeitura, do tribunal e das empresas executoras.

(Marcello Campos)