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A presidenciável Marina Silva criticou a ideia de armar a população. Para ela, a segurança é uma responsabilidade do governo

Manifestação foi feita durante evento com candidatos na CNA. (Foto: Wenderson Araujo/CNA)

Nessa quarta-feira, durante um evento com presidenciáveis na sede da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), em Brasília, a candidata Marina Silva (Rede) afirmou que armar a população não resolverá o problema da violência no País. A manifestação foi feita após o também postulante ao Palácio do Planalto Jair Bolsonaro (PSL) defender a flexibilização das regras para o porte de armas-de-fogo.

“A solução para a segurança pública no Brasil é não permitir que os bandidos usem armas, e não distribuir armas para a população se defender sozinha”, frisou a ex-senadora. “É muito fácil alguém se eleger presidente da República e transferir para a população a tarefa de se defender.

“Quem tem essa obrigação são os governos” prosseguiu. “A sociedade paga imposto, e muito caro, para que as autoridades proporcionem saúde, educação e segurança pública.” Ela também argumentou que o porte e o direito de ter uma arma em casa já são permitidos em casos excepcionais.

Violência no campo

A flexibilização das regras para o porte de armas tem obtido respaldo em segmentos como o dos produtores rurais. Eles temem a invasão de suas terras e a violência em si, que ultrapassou as barreiras urbanas e já causa apreensão no meio rural.

Em meio a esse contexto, o tema ganhou importância na campanha presidencial deste ano. E tem sido ressaltado por candidatos, de olho também no setor da agronegócio. Mais cedo, no mesmo evento, o ex-governador paulista e agora presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) prometeu facilitar o porte de armas na área rural.

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