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A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que seria “burrice” não continuar com a candidatura de Lula

Ela admitiu que a centralidade do projeto político do partido gira em torno de Lula e ressaltou que nenhum outro candidato tem o capital político para substituir o ex-presidente. (Foto: Reprodução)

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, alegou na manhã desta terça-feira (17) ser “burrice” ir atrás de um plano B caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não concorra nas eleições deste ano. Ela admitiu que a centralidade do projeto político do partido gira em torno de Lula e ressaltou que nenhum outro candidato tem o capital político para substituir o ex-presidente.

“Temos claro que a força política e eleitoral é Lula. É ele que tem força política e grande liderança no Nordeste. Agora o PT recupera apoio de pessoas do passado e se coloca como partido de preferencia nacional. Toda a estratégia parte de Lula, ele é inocente, se lançássemos outro candidato faríamos coro aos algozes reconhecendo que ele foi condenado deforma correta. Além disso ele tem uma parcela de votos, mesmo sofrendo perseguição, ele mantém essa intenção, esse apoio. Então cabe ao PT viabilizar a candidatura, seria burrice fazer alteração nesse quadro, qual petista tem esse capital político? O Lula é a centralidade do nosso projeto político. Ele só vai ter suspensão quando o Supremo mantiver a sentença do TRF-4 [Tribunal Regional Federal da 4ª Região]”, disse Gleisi.

Isolado 

Lula está detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex. Nesta terça-feira, integrantes da Comissão de Direitos Humanos do Senado têm visita marcada para as 14h, nas dependências da Superintendência. Os parlamentares querem verificar as condições da “sala especial” em que o ex-presidente está encarcerado há dez dias.

“A comissão vai verificar as condições que Lula está, nossa preocupação é com o isolamento. Ele está quase num regime de solitária e ele está numa segunda instância, ainda tem recursos. A prisão que Sérgio Moro fez foi apressada como se tivesse medo que alguém votasse um recurso, nenhum dirigente teve acesso a ele e nenhum amigo, estivemos com nove governadores com três senadores”, comentou.

Cela

A juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, autorizou fiscalização da Comissão de Direitos Humanos do Senado sobre as condições da “Sala Especial” em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está encarcerado para cumprimento da pena de 12 anos e um mês no caso triplex.

“Embora não tenha chegado ao conhecimento deste Juízo qualquer informação de violação a direitos de pessoas custodiadas na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, já dotadas de defesas técnicas constituídas, tampouco tenha sido expressa no ofício a motivação da aprovação da diligência, dê-se, desde logo, ciência à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e ao Ministério Público Federal”, anotou.

Os parlamentares aprovaram a diligência no dia 11 de abril. O requerimento foi proposto pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Durante a votação, não havia nenhum parlamentar situacionista.

A comitiva deve ser integrada pela autora do requerimento e também por Gleisi Hoffmann (PT-PR), Ângela Portela (PDT-RR), Fatima Bezerra (PT-RN), Telmário Mota (PDT-RR), Paulo Paim (PT-RS), Lindbergh Farias (PT-RJ), Jorge Viana (PT-AC) e Paulo Rocha (PT-PA).

A magistrada destacou trecho da ficha individual do apenado, referindo-se à decisão do juiz Sérgio Moro, que mandou prender Lula. “Além do recolhimento em Sala do Estado Maior, foi autorizado pelo juiz a disponibilização de um aparelho de televisão para o condenado. Nenhum outro privilégio foi concedido, inclusive sem privilégios quanto a visitações, aplicando-se o regime geral de visitas da carceragem da Polícia Federal, a fim de não inviabilizar o adequado funcionamento da repartição pública, também não se justificando novos privilégios em relação aos demais condenados”.

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