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A reforma da Previdência vai trazer uma economia de 1 trilhão de reais e deve ser aprovada dentro de cinco meses, disse o ministro da Economia Paulo Guedes

A preocupação com a carga tributária e uma melhor redistribuição dos recursos arrecadados com impostos e contribuições foi levada para o ministro Paulo Guedes. (Foto: Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou na segunda-feira (11), em entrevista concedida ao jornal Financial Times, que a reforma da Previdência a ser apresentada pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso pretende economizar R$ 1 trilhão em 10 anos. A reforma, segundo Guedes, deve ser aprovada “dentro de cinco meses”.

De acordo com o ministro, a versão final da reforma da Previdência chegará ao Congresso “assim que o presidente se levantar da cama”. Na segunda-feira, Bolsonaro recebeu alta da unidade semi-intensiva e foi transferido para apartamento do Hospital Albert Einstein. Em 28 de janeiro, o o presidente foi submetido a uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia.

Além da alteração na legislação previdenciária, o ministro sinalizou que pretende realizar uma reforma tributária e liderar um programa de privatização. “Estamos indo na direção de uma economia voltada para o mercado”, afirmou Guedes para o Financial Times.

O jornal listou uma série de desafios para Paulo Guedes. Segundo a publicação, o ministro terá de lidar com um grande déficit fiscal, aumento da dívida pública, 12 milhões de desempregados, além de liderar uma economia de baixa produtividade e que apresenta uma recuperação econômica “anêmica”. “No entanto, as contas externas estão amplamente equilibradas e as reservas externas estão em US$ 377 bilhões”, disse o Financial Times.

Apoio do Congresso

O Financial Times destacou ainda que o governo precisará de um amplo apoio do Congresso para aprovar a reforma da Previdência. “A recente eleição do aliado Rodrigo Maia como presidente da Câmara, necessária para reunir a coalizão entre os 30 partidos do Congresso, deve melhorar as chances de aprovação”, ressaltou para a publicação.

Visão econômica

Guedes apresentou a sua visão econômica e discutiu sobre as reformas que almeja para o País. Para ele, o Brasil precisa de uma perestroika – o processo de abertura política implantado por por Mikhail Gorbachev na União Soviética nos anos 1980 que acabou levando ao fim do comunismo.

Em um reflexo da polarização que marcou as eleições do ano passado, Guedes afirmou que as “pessoas de esquerda têm miolo mole e bom coração”. E completou: “as pessoas de direita têm a cabeça mais dura e…”, após uma pausa, “o coração não tão bom”, complementou.

Crítico às intervenções estatais na economia, Guedes defende reformas de livre mercado e considera estar criando uma “sociedade Popperiana aberta” – em referência ao filósofo austríaco Karl Popper, defensor de uma democracia liberal dinâmica.

Segundo o jornal britânico, Popper é também “um herói para George Soros”, o bilionário filantropo criticado, por exemplo, por Eduardo Bolsonaro. Para Guedes, “a ideologia é o verdadeiro inimigo”. O FT citou a preocupação com a desigualdade social no Brasil, mas o ministro assegurou que não pretende cortar gastos sociais: “Vamos manter os gastos sociais, mas acabar com a corrupção e os privilégios.”

 

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