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Brasil A Procuradoria denuncia 12 pessoas e cobra 5 bilhões e meio de reais por fraudes em negócios do BNDES com a JBS/Friboi

Presidentes anteriores do banco saíram sem fazer a "caça às bruxas" na estatal. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O Ministério Público Federal em Brasília denunciou 12 pessoas, nesta quinta-feira (14), entre elas os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antônio Palocci, além do empresário Joesley Batista. Eles são acusados de um suposto esquema de corrupção e fraudes para liberar R$ 8,1 bilhões em aportes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na JBS/Friboi.

Na ação, enviada 12ª Vara da Justiça Federal, os procuradores da Operação Bullish cobram da empresa do setor frigorífico R$ 5,5 bilhões. Em 2017, a J&F, holding que controla a JBS, já havia firmado acordo de leniência com o MPF comprometendo-se a pagar R$ 10,3 bilhões a órgãos ligados ao Executivo federal, entre eles o BNDES.

A denúncia se baseia em provas recolhidas na operação, delações premiadas de executivos da JBS e do próprio Palocci, além de auditorias do TCU (Tribunal de Contas da União) em negócios do banco com a empresa. Entre os denunciados, também estão o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho, o empresário Victor Sandri, amigo de Mantega, e técnicos do banco.

Segundo a acusação, um esquema de pagamento de propinas garantiu decisões políticas e econômicas tomadas no BNDES em favor da internacionalização da JBS, que se tornaria a maior produtora de proteína animal do mundo.

Outro lado 

De acordo com André Callegari, advogado de Joesley Batista, a denúncia traz fatos que estão nos arquivos entregues por Joesley em 2017. “É preciso que sejam garantidos os direitos assegurados àqueles que firmam acordo e colaboram com a Justiça”, afirmou.

CPI

Em fevereiro, a Câmara dos Deputados criou uma nova CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar irregularidades em contratos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) entre 2003 e 2015. Esse intervalo de tempo coincide com os dois mandatos consecutivos de Luiz Inácio Lula da Silva e os dois de Dilma Rousseff no comando do Palácio do Planalto.

O pedido de criação da CPI, feito por Vanderlei Macris (PSDB-SP), foi deferido pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no dia 21 de fevereiro. A comissão terá 120 dias para concluir os trabalhos. Ainda não há designação dos membros do colegiado, bem como de relator ou presidente.

“Dentre os inúmeros escândalos ligados às administrações petistas da União, já objeto de diversos inquéritos e processos nas mais diversas instâncias, avulta a utilização do BNDES para financiar empresas e grupos empresariais, até mesmo em atividades desenvolvidas em países estrangeiros, em evidente utilização dos recursos como moeda de troca a justificar tanto barganhas políticas potencialmente ilícitas quanto virtuais episódios de enriquecimento pessoal”, diz o requerimento.

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