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A produção industrial brasileira recuou em nove dos 15 locais pesquisados pelo IBGE

Os dados foram divulgados pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (Foto: Agência Brasil)

Com o ligeiro acréscimo de 0,2% na indústria nacional, apenas cinco dos 15 locais pesquisados tiveram taxas positivas de setembro para outubro, na série com ajuste sazonal. Os aumentos mais intensos ocorreram no Amazonas (12,4%) e em Santa Catarina (4,4%). Espírito Santo (1,9%), Bahia (1,1%) e Minas Gerais (1,1%) completaram o conjunto de locais com resultados positivos no período. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (07) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Por outro lado, Pernambuco, com redução de 10,1%, registrou a maior queda no mês. Mato Grosso (-2,7%), Ceará (-2,6%), Paraná (-2,5%), Pará (-2,5%), Rio Grande do Sul (-2,1%), Região Nordeste (-1,9%), Goiás (-1,0%) e Rio de Janeiro (-0,8%) também tiveram recuo em outubro. São Paulo (0%), parque industrial mais diversificado do País, apresentou variação nula.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o total da indústria recuou 0,7% no trimestre encerrado em outubro de 2018 frente ao nível do mês anterior. Em termos regionais, nove locais tiveram taxas negativas, com destaque para os recuos mais intensos observados no Paraná (-1,8%), São Paulo (-1,6%), Pernambuco (-1,4%) e Região Nordeste (-0,8%). Por outro lado, Ceará (0,8%) e Espírito Santo (0,7%) registraram os principais avanços em outubro.

Na comparação com outubro de 2017, a indústria mostrou expansão de 1,1%, com 11 dos 15 locais pesquisados apontando taxas positivas. Vale citar que outubro de 2018 (22 dias) teve um dia útil a mais do que o mesmo mês do ano anterior. Rio Grande do Sul (14,8%) e Pará (12,9%) tiveram os avanços mais acentuados.

Santa Catarina (7,8%), Bahia (7,1%), Espírito Santo (5,3%), Pernambuco (4,7%), Região Nordeste (2,6%), Amazonas (1,9%), Minas Gerais (1,8%), Ceará (1,5%) e Paraná (1,2%) também registraram taxas positivas mais elevadas do que a média nacional (1,1%).

Por outro lado, Goiás (-6,5%) teve o recuo mais intenso, pressionado, principalmente pelas quedas em coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, veículos automotores, reboques e carrocerias e outros produtos químicos. Rio de Janeiro (-3,1%), Mato Grosso (-3,0%) e São Paulo (-2,8%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas nesse mês.

No acumulado do período de janeiro a outubro de 2018, frente a igual período de 2017, houve altas em 12 dos quinze locais pesquisados, com destaque para os avanços mais acentuados no Pará (10,1%), Amazonas (6,9%), Pernambuco (6,8%) e Rio Grande do Sul (5,6%).

Santa Catarina (4,4%), Rio de Janeiro (2,8%) e Paraná (2%) também registraram crescimento acima da média da indústria (1,8%), enquanto São Paulo (1,8%), Região Nordeste (1,1%), Bahia (0,9%), Ceará (0,4%) e Mato Grosso (0,3%) completaram o conjunto de locais com resultados positivos. Por outro lado, Goiás (-3,5%), Espírito Santo (-1,8%) e Minas Gerais (-1,3%) tiveram recuos no índice acumulado no ano.

No acumulado nos últimos 12 meses, ao avançar 2,3% em outubro de 2018, a indústria nacional perdeu ritmo frente aos resultados de julho (3,3%), agosto (3,1%) e setembro (2,7%). Em termos regionais, 12 dos 15 locais pesquisados mostraram taxas positivas em outubro de 2018, mas dez deles tiveram menor dinamismo frente aos índices de setembro.

Mato Grosso (de 3,3% para 0,9%), Goiás (de 0,2% para -1,4%), Rio de Janeiro (de 4,6% para 3,4%), Amazonas (de 7,9% para 7,0%), São Paulo (de 3,7% para 2,8%) e Ceará (de 1,4% para 0,8%) registraram as principais reduções de ritmo entre setembro e outubro, enquanto Rio Grande do Sul (de 3,4% para 4,8%), Bahia (de 0,1% para 0,9%), Espírito Santo (de -2,5% para -1,8%) e Pernambuco (de 5,8% para 6,5%) tiveram os principais ganhos de ritmo.

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