Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019

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Notícias A produção industrial de móveis no Rio Grande do Sul cresceu mais de 7% nos primeiro trimestre

Nos últimos 12 meses, a expansão do segmento foi de 7,4%. (Foto: Agência Brasil)

A produção industrial de móveis no Estado cresceu 7,2% entre janeiro e março deste ano, aponta um relatório produzido pelo Iemi (Instituto de Estudos e Marketing Industrial) sob encomenda da Movergs (Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul), com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Intitulado “Conjuntura e Comércio Externo do Setor de Móveis no Brasil”, o documento também indica uma variação positiva – 7,4% – do segmento nos últimos 12 meses. No que se refere especificamente a março de 2019, foram produzidas 6,3 milhões de peças, o que representa uma queda de 4,7% em relação ao mês anterior.

Já as exportações gaúchas de móveis somaram US$ 13,9 milhões em abril, com um recuo de 13,6%, ao passo que o saldo da balança comercial ficou positivo em US$ 13,3 milhões. Dentre os países de destino das peças industrializadas por empresas no Estado, o Reino Unido ficou no topo da lista por desempenho.
com 16,9% dos valores.

Em seguida aparecem os mercados norte-americano (15,9%) e uruguaio  (15%). Destacou-se, ainda, o crescimento de 266,3% na participação da República Dominicana entre março e abril.

Dentre os Estados campeões em vendas externas desse tipo de produto, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná responderam por 81,4% dos valores exportados em abril. São Paulo aparece na quarta posição do ranking, com 12,6%.

Analisando-se o consumo aparente de móveis no Rio Grande do Sul, em março o volume foi de 5,4 milhões de peças, com recuo de 6,7% na comparação com fevereiro. No acumulado no ano, entretanto, houve um crescimento de 4,2%.

Desempenho geral

Se considerados todos os segmentos, a indústria gaúcha apresentou um crescimento de 1,7% nos três primeiros meses do ano, de acordo com a Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul). Uma pesquisa divulgada pela entidade nessa quarta-feira anota que, após uma queda de 3,1% no setor em março, mas parte do nível de atividade da indústria no Estado foi recuperada em abril.

Conforme o IDI (Índice de Desempenho Industrial), a expansão foi de 2,2%, na série com ajuste sazonal, contribuindo para isso, especialmente, o faturamento real e as compras industriais, que subiram respectivamente 7,1% e 8,7%. A média móvel trimestral do índice, usada para aferir tendências e diminuir a volatilidade mensal, mostra estabilidade desde julho do ano passado, confirmando que o setor passa por um período de estagnação.

Já as horas trabalhadas na produção e a UCI (utilização da capacidade instalada) cresceram 0,2% e 0,6 ponto percentual (para 81,8%) em relação a março. Por outro lado, o emprego e a massa salarial real caíram 0,2% no mês. Segundo a Fiergs, os indicadores de abril são de uma atividade ainda instável e estagnada. O principal entrave é a fragilidade do mercado de trabalho, a política fiscal restritiva e as incertezas no cenário político, além de fatores externos como a desaceleração global e, sobretudo, a crise da Argentina.

Na análise dos quatro primeiros meses deste ano, com exceção da massa salarial real, que caiu 2,5%, os demais componentes registraram alta no acumulado frente ao mesmo período de 2018: faturamento real (6,2%), compras industriais (1,9%), UCI (1,4 ponto percentual), horas trabalhadas na produção (0,9%) e emprego (0,5%). Mas nessa mesma base de comparação, sob a ótica setorial o quadro é muito desigual: apenas oito dos 17 setores analisados apresentaram crescimento.

Destaque positivo para Veículos automotores (16,3%) e Tabaco (18,6%). Na contramão, Alimentos (-2%), Químicos e derivados de petróleo (-1,3%) e Produtos de metal (-2%) provocaram o impacto mais negativo. A contribuição dos setores de Borracha e plásticos (+0,9%), Móveis (+0,6%), Bebidas (-0,1%) e Couros e calçados (-0,3%) foi praticamente nula.

(Marcello Campos)

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