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A queda nas pesquisas faz a presidenciável Marina Silva mudar o estilo de sua campanha

Candidata deve destacar mais as ações positivas. (Foto: Reprodução/Instagram)

Após cair até pontos percentuais nas últimas pesquisas de intenção de voto para a corrida à Presidência da República, a campanha da candidata Marina Silva (Rede) acendeu o “sinal amarelo”. Ela agora busca imprimir uma “marca” própria perante o eleitorado.

A ideia é escolher uma proposta já defendida pela ex-senadora e ex-ministra e cristalizá-la junto à população, fazendo com que o foco abarque grande parte dos eleitores e que esses possam associar a candidata diretamente a ele.

Segundo fontes envolvidas na campanha ouvidas pela reportagem, é preciso ter um “SPC da Marina”, em referência à principal promessa do adversário Ciro Gomes (PDT) que consiste em ajudar a limpar o nome de 63 milhões de brasileiros na lista de inadimplentes do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).

“A Marina está cheia de propostas excelentes, mas são um pouco amplas demais e nenhuma está emplacando entre a população. Ela tem falado muita coisa, mas a mensagem não está ficando”, avaliou um interlocutor.

“Assim como o Ciro Gomes tem a proposta do SPC, Jair Bolsonaro tem a questão da segurança pública e o Fernando Haddad tem o Lula com o discurso de geração de renda e emprego por trás, a Marina precisa ter uma marca para chamar de sua”.

Dentre os planos está o de vincular a proposta à história pessoal de Marina, nascida em uma família pobre de seringueiros no Acre e vítima de cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.

“Nós já temos vários pontos fortes, como o desenvolvimento sustentável, a vontade de se fazer uma nova política, o fato de ela ser uma candidata extremamente democrática e de não defender uma economia estatista nem extremamente liberal”, revelou outro aliado.

O que queremos agora é mostrar o conjunto da obra, ressaltar a história dela, mostrar as propostas para essa área social. Precisamos aprimorar o alcance da fala da Marina para mostrar para mais gente”

“Há quem acredite que a candidata deveria ser mais contundente nas falas e mais simplista em discursos para que eles sejam melhor repercutidos na imprensa”, prosseguiu. “A coordenação deve manter, no entanto, a proposta de se promover uma campanha propositiva, sem criticar diretamente os demais candidatos.”

Mais mudanças

As mudanças na estratégia de campanha não devem parar por aí. Marina Silva deve se concentrar menos no eixo Rio-São Paulo-Brasília e se dedicar mais a agendas na rua. A avaliação da campanha é que a candidata está participando excessivamente de sabatinas (para tentar compensar o pouco tempo de TV) e deixando de viajar com aliados pelo País.

É preciso levar em consideração que as imagens e as falas dos candidatos nas ruas veiculadas em programas jornalísticos de televisão têm sido a principal fonte de informação pelos eleitores, seguidos dos programas no horário eleitoral e notícias em portais de jornais ou revistas, mostrou uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada na última segunda-feira.

Um fator que dificulta a candidata rodar o País são os recursos financeiros escassos. Ela voa somente em voo comercial comuns ou vans alugadas para economizar. Na tentativa de aumentar o montante da vaquinha online, o candidato a vice na chapa, Eduardo Jorge, passou parte da última terça em uma programação ao vivo no Facebook.

A ação faz parte da iniciativa da campanha em intensificar ações na internet e nas redes sociais. “Nossas estruturas e nossos recursos são o primo pobre nestas eleições. Vamos intensificar o chamamento à colaboração e a doações. [Não ter tanto dinheiro] não chega a atrapalhar, mas é um limitador”, disse um coordenador.

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