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A Renault entrega à Justiça as conclusões da auditoria sobre o brasileiro Carlos Ghosn, que foi proibido de deixar o Japão. Gastos suspeitos chegam a 12 milhões de dólares

O empresário de 65 anos é alvo de uma investigação preliminar aberta pela Procuradoria de Nanterre (subúrbios de Paris). (Foto: Reprodução/Twitter/@carlosghosn)

A Renault entregou à Justiça francesa as conclusões da auditoria realizada com sua parceira japonesa Nissan sobre sua filial holandesa RNBV, no contexto de uma investigação contra seu ex-chefe Carlos Ghosn, que foi preso sob acusação de má conduta financeira em Tóquio. Libertado sob fiança depois de meses na prisão, Carlos Ghosn está proibido de deixar o Japão. As informações são das agências de notícias AFP e Reuters.

O grupo francês, cujo escritório central foi revistado duas vezes nos últimos dez dias, “enviou, a pedido da Procuradoria de Nanterre, o relatório final do escritório Mazars sobre a RNBV”, declarou a fabricante em um comunicado. O fabricante francês garante que “coopera plenamente com as autoridades judiciais”.

A auditoria identificou, nos últimos meses, € 11 milhões (US$ 12,4 milhões) em gastos suspeitos feitos pela subsidiária holandesa.

De acordo com uma fonte familiarizada com o assunto, a auditoria da Mazars menciona pagamentos suspeitos ao ex-ministro da Justiça Rachida Dati e ao criminologista francês Alain Bauer. Uma investigação preliminar destinada a essas duas personalidades foi aberta em 31 de maio.

Busca

Durante uma busca realizada na quarta-feira na sede da Renault em Boulogne-Billancourt, perto de Paris, os investigadores do Escritório Central de Combate à Corrupção e Delitos Financeiros e Fiscais (Oclciff) apreenderam computadores, telefones celulares e tablets usados por assistentes de Ghosn.

O empresário de 65 anos é alvo de uma investigação preliminar aberta pela Procuradoria de Nanterre (subúrbios de Paris). A justiça está interessada em duas festas organizadas no Palácio de Versalhes em troca de um contrato de patrocínio entre a Renault e o estabelecimento que administra o castelo.

A primeira foi organizada em 27 de março de 2014 por Carlos Ghosn para comemorar seu aniversário de 50 anos, sob o pretexto de celebrar os 15 anos da aliança Renault-Nissan. A segunda, que data de outubro de 2016, foi feita para celebrar o casamento de Carlos Ghosn com sua esposa Carole.

A investigação foi estendida a transferências de fundos suspeitas entre a Renault e sua distribuidora em Omã, a Suhail Bahwan Automobiles (SBA).

A filial RNBV foi a estrutura criada por Ghosn para incorporar a aliança dos dois fabricantes em nível operacional. Há vários meses, a Nissan acusa essa estrutura de mascarar despesas pessoais.

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