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Capa – Caderno 1 A Rússia troca espiões com a Lituânia e a Noruega

O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, perdoou na sexta-feira dois russos condenados por espionagem em 2017. (Foto: Pixabay)

A Rússia libertou dois lituanos e um norueguês nesta sexta-feira, 15, e a ex-república soviética da Lituânia libertou dois russos, em uma troca de espiões no estilo da Guerra Fria que encerrou vários casos de espionagem.“A troca ocorreu em um dos postos fronteiriços da Lituânia ao meio-dia”, disse Darius Jauniskis, chefe de contrainteligência da Lituânia, em entrevista coletiva.

O norueguês Frode Berg, um guarda aposentado da fronteira entre a Noruega e a Rússia, foi levado à embaixada da Noruega na capital lituana, Vilnius, e entregue às autoridades norueguesas. “Estamos muito felizes agora”, disse sua filha Christina Berg à Reuters por mensagem de texto.

“Estamos esperando por isso há dois anos”, disse Oeystein Hansen, membro de um grupo de apoio na cidade natal de Berg, Kirkenes, na região ártica da Noruega, por telefone. “É muito bom para todas as partes, a comunidade local, a família e a nação norueguesa.

Berg foi preso em Moscou em 2017 e condenado por reunir informações em nome da Noruega. Ele se declarou inocente. Um dos dois russos libertados, Nikolai Filipchenko, foi detido em 2015 e condenado em 2017 a 10 anos de prisão por espionar e usar documentos falsos, disse à Reuters o escritório do procurador-geral da Lituânia. Ele detém o posto de tenente-coronel no Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB).

O outro russo libertado é Sergej Moisejenko, detido em 2014 e condenado em 2017 a 10 anos de prisão por espionagem e porte ilegal de armas, informou o Ministério Público.

Filipchenko tinha como alvo a equipe de segurança do presidente lituano. Moisejenko buscou informações sobre as Forças Armadas da Lituânia e da Otan, a aliança militar ocidental, de acordo com relatos da mídia local lituana. Os dois lituanos libertados são Jevgenij Mataitis e Aristidas Tamosaitis. Ambos foram presos pela Rússia por acusações de espionagem.

Mataitis, que possui cidadania russa, foi condenado a 13 anos de prisão em 2016 por trair seu país espionando, informou a agência de notícias russa Tass, citando uma declaração do FSB. Ele passou informações militares, incluindo segredos de Estado, por seis anos, enquanto servia como capitão das Forças Armadas russas, disse a Agência de Notícias Russa Tass. Tamosaitis foi detido na Rússia em 2015 por espionagem e condenado em 2016 a 12 anos de prisão.

Espião americano na Rússia

Whelan foi detido em um hotel localizado em Moscou, no dia 28 de dezembro, por agentes do Serviço Federal de Segurança (FSB, a antiga KGB). O americano foi apontado como autor de “atividades de espionagem”, crime pelo qual pode ser condenado a 20 anos de prisão.

O acusado, supostamente, recebeu de outra pessoa um pendrive que conteria a lista completa dos funcionários do serviço secreto russo.

A família, no entanto, garante que Whelan viajou para Moscou para acompanhar um casamento. O advogado disse que o cliente recebeu o aparelho de memória USB, por acreditar que continha material sobre viagens turísticas na Rússia.

O americano já disse anteriormente que acredita ter caído em uma armadilha, e que a pessoa com quem se encontrou para receber o pendrive, poderia estar atuando para a FSB, quando entregou as informações secretas. Por enquanto, ele segue preso até dezembro, segundo a Agência Tass.

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