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Secretaria da Saúde alerta para cuidados com mosquito da dengue no outono

Inseto costuma se reproduzir em locais de água parada, como pneus em pátios. (Foto: Divulgação/SES)

Apesar do verão de 2019 já ser uma “página virada” desde o dia 21, durante o outono é preciso manter os cuidados preventivos no que se refere às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti: dengue, zika e chikungunya. Dentre as principais ações está evitar o acúmulo de água parada, meio mais propício para a reprodução do inseto.

Segundo dados da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, desde janeiro já foram confirmados 27 casos autóctones (contraídos no próprio local) de dengue no Estado. Além desses, há outros 27 casos contraídos em outras unidades federativas.

Em média, o Aedes aegypti tem menos de 1 centímetro, é escuro e com riscos brancos nas patas, cabeça e corpo. Para se reproduzir, precisa depositar os ovos em pontos com água parada – o pneu velho no pátio e os vasos de plantas sem manutenção diária são exemplos basante divulgados.

Medidas recomendadas

– Tampar caixas d’água, tonéis e latões;

– Guardar garrafas vazias viradas para baixo;

– Guardar pneus sob abrigos;

– Não acumular água em pratos de vasos de plantas e enchê-los com areia;

– Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises;

– Manter lixeiras fechadas;

– Manter piscinas tratadas o ano inteiro;

Principais sintomas

Ao apresentar sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita pelo SUS (Sistema Único de Saúde):

– Febre alta (maior que 38,5°C), com início abrupto e duração de dois e sete dias,

– Dores musculares intensas;

– Dor ao movimentar os olhos;

– Mal-estar;

– Falta de apetite;

– Dor de cabeça;

– Manchas vermelhas no corpo;

Aumento de casos

Os casos registrados de dengue nos primeiros três meses deste ano já representam um aumento em relação ao mesmo período de 2018, quando dez casos tiveram confirmação no Estado, todos importados. Até o fim de janeiro de 2019, quando houve o registro do primeiro caso autóctone do ano, o Rio Grande do Sul estava desde dezembro de 2017 sem confirmação de circulação da dengue em seu território.

Os casos autóctones atuais se concentram nas regiões Note e das Missões, com 17 registros positivos em 11 municípios: Cândido Godói, Erechim, Erval Seco, Ijuí, Marau, Panambi, Santa Rosa, Santo Ângelo, Santo Antônio das Missões, São Borja e Tenente Portela). Os demais aconteceram na Região Metropolitana, com oito casos em Porto Alegre, um em Glorinha e outro em Ivoti.

(Marcello Campos)

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