Domingo, 08 de Dezembro de 2019

Porto Alegre
Porto Alegre
18°
Fair

CAD1 A secretaria da Saúde orienta as escolas infantis sobre os escorpiões em Porto Alegre

Intenção é visitar até novembro as 1,2 mil escolas localizadas em Porto Alegre. (Foto: Cristine Rochol/PMPA)

Para orientar educadores e crianças sobre os riscos que acidentes com escorpião amarelo podem provocar, especialmente em crianças, a Secretaria de Saúde de Porto Alegre inicia neste mês uma série de encontros em escolas de educação infantil. A chefe da Equipe de Fiscalização Ambiental da secretaria, Fabiana Ninov, destaca que a intenção é visitar até novembro as 1,2 mil escolas localizadas em Porto Alegre.

No Brasil, os acidentes com o escorpião amarelo que resultaram em morte tiveram como vítimas crianças em idade de frequência à educação infantil. “As crianças são curiosas, não têm medo, e como o veneno do escorpião amarelo é neurotóxico, atingindo o sistema nervoso, ele mais rapidamente causa problemas irreversíveis em idade inferior a cindo anos”, destaca.

O material levado às escolas foi preparado pela Equipe de Vigilância de Qualidade da Água e o Núcleo de Fiscalização Ambiental da CGVS/SMS. Na vistoria ambiental, são feitas perguntas referentes à preservação da água, escorpiões e outras questões ambientais, a partir de check list utilizado pelos agentes do Núcleo de Fiscalização Ambiental, que receberam capacitação específica para o trabalho. Com base nas perguntas, os fiscais aproveitam para orientar a direção das escolas, repassando informações e respondendo às dúvidas.

A bióloga lembra que, a partir de 2001, escorpiões amarelos têm sido visualizados em Porto Alegre. Acidentes causados por sua picada têm sido registrados na rede de saúde. Como o escorpião amarelo não é um animal endêmico do Rio Grande do Sul, há indícios de que ele chegou à Capital em caminhões de hortifrutigranjeiros vindos do Sudeste, especialmente de Minas Gerais, que se dirigiam à Ceasa. Desde então, a população desse artrópode só cresce em nossa cidade. Pelo menos seis regiões de Porto Alegre têm infestação do animal. “Dessa forma, sensibilizar as crianças quanto aos cuidados necessários para evitar acidentes com o escorpião amarelo é uma forma de disseminar informações e promover saúde”, diz Fabiana.

Nos encontros com as escolas, os objetivos são conscientizar quanto à importância de evitar acidentes com o escorpião amarelo, orientar a identificar locais que podem ser potenciais esconderijos para o escorpião e auxiliar a criança a compreender que o artrópode tem medo dos seres humanos e só ataca para defender-se.

Além disso, nas atividades as crianças são incentivadas a buscar ajuda de um adulto em caso de visualização do escorpião. Depois de um acidente com escorpião (o chamado escorpionismo), em especial o escorpião amarelo, a vítima deve ser levada imediatamente ao Hospital de Pronto Socorro, local onde está disponível o soro escorpiônico. “Uma criança com menos de três anos pode ir a óbito em até duas horas após a picada”, enfatiza a técnica da Vigilância em Saúde da secretaria.

 

Todas de CAD1

Compartilhe esta notícia:

A Polícia Federal deve abrir uma nova linha de investigação sobre o ataque a Bolsonaro
O câncer no Brasil pode aumentar em 78% nos próximos 20 anos. Hoje, o câncer mais frequente no País é o de mama
Deixe seu comentário
Pode te interessar