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A Secretaria dos Transportes assinou acordos de cooperação com 14 municípios gaúchos para obras em rodovias

Iniciativa viabilizará melhorias como manutenção e pavimentação asfáltica em trechos de estradas. (Foto: Divulgação/EGR)

Nessa quinta-feira, sexto dos nove dias de realização da 42ª Expointer, o governo do Rio Grande do Sul firmou acordos de cooperação técnica destinados a viabilizar parcerias com 14 municípios gaúchos. A rubrica, que autoriza as prefeituras a executarem obras e serviços em rodovias estaduais, foi oficializada pela Selt (Secretaria de Logística e Transportes) junto com o Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem), na Central de Imprensa da feira.

Conforme o Executivo, a iniciativa possibilitará melhorias que incluem manutenção e pavimentação asfáltica em trechos de estradas. “A assinatura atende a uma reivindicação das prefeituras de Esperança do Sul, Campinas do Sul, Palmitinho, Carlos Gomes, São Valério do Sul, Dois Irmãos das Missões, Tupanciretã, Novo Tiradentes, Capão Bonito do Sul, Estrela, São Expedito do Sul, Augusto Pestana, Encantado e Centenário.

A Selt e o Daer já assinaram termos desse tipo com 29 municípios neste ano. A estimativa é que as parcerias gerem uma economia de R$ 65 milhões aos cofres do Estado. Desse total, R$ 15 milhões se referem aos serviços autorizados na tarde passada. “A medida resguarda os municípios e otimiza a execução de ações concretas”, frisou o secretário Juvir Costella. “Isso representa economicidade, além de possibilitar a qualificação das nossas estradas.”.

De acordo com o diretor-geral do Daer, Sivorí Silva, os serviços contarão com a fiscalização e acompanhamento dos engenheiros da autarquia. “As prefeituras terão o suporte do departamento para que as obras ocorram dentro dos padrões técnicos”, explica o dirigente.

Já o prefeito de Esperança do Sul, Moisés Ledur, avalia que a medida vem ao encontro das necessidades locais de infraestrutura: “Esse termo nos ampara juridicamente para que possamos executar os trabalhos”. Com o mesmo entendimento, o chefe do Executivo de Coqueiros do Sul, Valoir Chapuis, completou: “A partir da assinatura, estamos autorizados a fazer a manutenção da nossa estrada”.

Rota das Oliveiras

Na mesma tarde da 42ª Expointer, o governador Eduardo Leite sancionou a lei que institui a “Rota das Oliveiras”, de autoria do deputado estadual Ernani Polo. O projeto havia sido aprovado por unanimidade no dia 13. O objetivo é estimular a cadeia produtiva do agronegócio da olivicultura por meio da criação de um programa de agroturismo para a região.

A iniciativa contempla os municípios com atuação expressiva no cultivo e beneficiamento de olveiras: Bagé, Barra do Ribeiro, Cachoeira do Sul, Caçapava do Sul, Camaquã, Candiota, Canguçu, Dom Feliciano, Dom Pedrito, Encruzilhada do Sul, Formigueiro, Hulha Negra, Pantano Grande, Pinheiro Machado, Piratini, Restinga Seca, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, Santana do Livramento, São Gabriel, São João do Polesine, São Sepé, Sentinela do Sul e Vila Nova do Sul.

O Estado, pioneiro na introdução das oliveiras no Brasil, se destaca na produção nacional. Municípios da metade sul do Estado apresentam condições climáticas, de solo e pluviométricas propícias para o desenvolvimento do fruto. Conforme a Ibraoliva (Instituto Brasileiro de Olivicultura), 75% do azeite de oliva consumido no Brasil provém do Rio Grande do Sul. São 190 toneladas de azeite produzidas só neste ano.

Autor da lei, o deputado Ernani Polo explicou que a iniciativa de criar uma rota turística da olivicultura partiu dos próprios produtores. Ele agradeceu o apoio do governador e do secretário-chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, também presente à sanção, em todo o processo de tramitação da normativa. “O setor vem crescendo muito e tem um futuro promissor, devido ao nosso clima e ao nosso solo”, ponderou.

Nos últimos anos, passou de R$ 100 milhões o investimento privado na implantação de olivais e viveiros e na instalação de fábricas de azeite no Rio Grande do Sul, gerando mais de mil empregos na metade sul. O Estado apresenta a maior área de olivais e mais perspectivas para a cultura no Brasil. O desafio, atualmente, é aumentar a produção. O Brasil é o segundo maior importador de azeite de oliva do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e a produção nacional corresponde a apenas 0,3% do consumo brasileiro.

(Marcello Campos)