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A sede da CNN em Nova York foi esvaziada por uma falsa ameaça de bomba

Policiais fazem a segurança do edifício Time Warner Center, onde fica a sede da CNN em Nova York, após a ameaça de bomba. (Foto: Reprodução)

O prédio da rede de TV CNN em Nova York, nos Estados Unidos, foi esvaziado na noite de quinta-feira (6) após uma ameaça de bomba, mas nenhum explosivo foi encontrado e a polícia liberou a área, informou a emissora.

É a segunda vez em menos de dois meses que o local teve que ser esvaziado – a primeira foi em outubro, após um dispositivo explosivo ter sido encontrado.

Desta vez, a rede recebeu uma ligação depois das 22h no horário local (1h de sexta-feira no Brasil) avisando que existiam cinco bombas no Edifício Time Warner Center, onde ficam os estúdios da CNN em Nova York.

Com isso, a polícia foi chamada e todas as pessoas foram retiradas do prédio e a transmissão ao vivo foi interrompida, substituída por programas gravados. Cerca de uma hora depois, o canal passou a exibir imagens ao vivo de jornalistas, funcionários e curiosos atrás de barricadas da polícia do lado de fora do edifício.

“As pessoas estão perguntando por que estão me vendo no Skype, por quê temos tantas dificuldades técnicas. É porque nos retiraram do ar por causa de uma ameaça de bomba na CNN”, afirmou o apresentador Don Lemon. “Fomos retirados e sabemos tanto quanto vocês”.

Toda a circulação de veículos e pedestres foi interrompida pela polícia, disse o detetive Hubert Reyes. O local foi liberado por volta da meia-noite (3h de Brasília) após os policiais terem checado todo o prédio e não terem encontrado nenhum explosivo.

O edifício está localizado em Columbus Circle, no canto sudoeste do Central Park. Também inclui residências, uma loja Whole Foods e várias lojas de grife, como Michael Kors, Swarovski, Cole Haan e Coach. O presidente Donald Trump, que fez carreira política atacando a CNN, tuitou sobre “notícias falsas” no momento da ameaça de bomba. Ele se referiu repetidamente à CNN por esse apelido.

A Redação da emissora já havia passado por uma situação similar no final de outubro, quando um pacote com material explosivo foi encontrado.

Em nota, o FBI afirmou que os pacotes tinham dispositivos com potencial destrutivo, mas não especificou o conteúdo. Eles foram enviados para o laboratório da instituição em Quantico, na Virgínia.

Um agente especial do FBI disse à CNN que os dispositivos “pareciam ser bombas de cano” (bomba feita com um pedaço de cano, um tipo comumente associado a fabricação caseira).

A NBC chegou a divulgar foto do que seria uma das bombas. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, foi questionado se os dispositivos realmente foram montados de maneira que poderiam explodir. “São bombas capazes de detonar. Isso foi estabelecido. Elas não detonaram”, respondeu.

Os pacotes foram enviados a opositores do presidente Donald Trump – foram alvos também, entre outros, o ex-presidente Barack Obama e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

Um morador da Flórida identificado como Cesar Sayoc foi preso por supostamente ter enviado os dispositivos e recebeu 30 acusações. Ele pode ser condenado à prisão perpétua.

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