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A sexta-feira teve o dólar em queda e a bolsa de valores em alta. Segundo especialistas, o desempenho refletiu o alívio dos mercados com a falta de novidades sobre a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China

Moeda norte-americana baixou 0,87%, cotada a R$ 3,85 na venda. (Foto: EBC)

Em um dia de trégua nos mercados externos, o dólar comercial fechou a sexta-feira em queda de 0,87%, cotado a R$ 3,85 na venda. Na semana, a queda da moeda norte-americana frente ao real chegou a 0,49%. Já na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), a sessão foi marcada pela volatilidade mas terminou com saldo positivo: valorização de 0,97%, aos 76.594,35 pontos.

Segundo analistas de mercado, os investidores voltaram às compras em um dia sem novidades ruins na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. A Bovespa encerrou a semana com valorização acumulada de 2,1%.

“Tivemos uma queda pontual do dólar nessa sexta-feira. Trata-se de mais um ajuste de posições, que acompanhou o enfraquecimento do dólar em relação a outras moedas no exterior, mas não vejo como um movimento de recuo que possa se consolidar como tendência nas próximas semanas”, ponderou o consultor Fernando Bergallo.

Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 3,90. Na avaliação de Bergallo, isso motivou um fluxo de recursos de exportações, o que influenciou a tendência de queda.

No pregão desta sexta-feira, o  BC (Banco Central) não anunciou intervenção extraordinária no mercado de câmbio. Ao todo, vendeu 14 mil contratos de swaps tradicionais, que equivalem à venda futura de dólares, rolando os papeis que vencem em agosto. No total, os vencimento de agosto equivalem US$ 14,02 bilhões.

Eletrobras

A alta das ações da Petrobras e de varejistas também impulsionou o índice da Bovespa. No caso da petroleira, as ações preferenciais (PN), sem direito a voto, subiram 0,89%, enquanto as ordinárias (ON), com direito a voto, terminaram praticamente estáveis (leve queda de 0,09%). A companhia varejista Pão de Açúcar, por exemplo, teve valorização de 2,95%.

“Não houve notícias ruins, nada de novo, inclusive em relação à guerra comercial entre Estados Unidos e China”, frisou analista de investimentos Pedro Galdi. “Com isso, o mercado de ações no Brasil seguiu sua recuperação. É um ajuste técnico, uma correção que deve reverter a perda do Ibovespa no acumulado do ano.”

A decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro suspendendo o leilão das distribuidoras da Eletrobras fez o papel iniciar o dia em queda. de energia elétrica. Mas as perdas foram atenuadas ao longo do dia e as ações ON da estatal terminaram com ganho de 0,27%, a R$ 14,64, enquanto as PNB recuaram 0,65%, a R$ 16,64.

Um parecer da AGU (Advocacia-Geral da União) avalia que a liminar do (Supremo Tribunal Federal) que veta a venda de estatais sem autorização do Congresso Nacional não deve atrapalhar o leilão das distribuidoras.

No cenário doméstico, ainda está no radar dos investidores a situação fiscal do país e a incerteza em relação às eleições. “No front doméstico, o cenário eleitoral segue absolutamente fragmentado”, diz Bergallo. “Não há candidatos pró-mecardo se destacando, com chance de chegar ao segundo turno. Estamos no escuro até começar a campanha de TV e as pesquisas de intenção de voto.”

Na Europa, os principais índices do mercado acionário tiveram alta. O FTSE-100, em Londres, subiu 0,14%, aos 7.661,87 pontos, o DAX-30, de Frankfurt, registrou avanço 0,38%, aos 12.540,73 pontos, e o CAC-40, de Paris, teve valorização de 0,43%, aos 5.429,2 pontos. Nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 0,37%, aos 25.018,19 pontos, o Nasdaq teve alta de 0,03%, aos 7.825,98 pontos, e o S&P 500 valorizou 0,10%, aos 2.801,22 pontos.

De acordo com Galdi, o pregão da segunda-feira será pautado pela divulgação de dados sobre a economia da China, como PIB (Produto Interno Bruto), produção industrial, e vendas no varejo. Os números saem às 23h deste domingo.

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