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A tendência no Supremo é tornar Aécio Neves réu pela primeira vez: o senador é investigado por recebimento de propina da JBS/Friboi

Parlamentar tucano é alvo de denúncia apresentada pela PGR. (Foto: Lula Marques/AGPT)

Nesta terça-feira, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) deve se tornar réu pela primeira vez no STF (Supremo Tribunal Federal). A tendência é que a Primeira Turma receba a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) no inquérito que investiga se ele recebeu propina do grupo JBS/Friboi. Aécio também é acusado de atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato.

A Primeira Turma é formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Marco Aurélio, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Desde fevereiro, o colegiado tem firmado posição no sentido de receber a maioria das denúncias contra parlamentares – das seis que analisou no período, só uma foi rejeitada.

Embora a investigação tenha surgido a partir da delação de executivos da JBS/Friboi, o caso não está na Operação Lava-Jato, por não envolver a Petrobras. Assim, a relatoria ficou com o ministro Marco Aurélio Mello e não com Edson Fachin, da Segunda Turma.

Denúncia

Aécio foi denunciado em junho do ano passado pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Também respondem por corrupção passiva no mesmo inquérito Andrea Neves (irmã do senador), seu primo Frederico Pacheco e o ex-assessor parlamentar Mendherson Souza Lima.

A defesa tenta invalidar as provas da colaboração premiada dos irmão Batista, sob o argumento de que o ex-procurador da República Marcello Miller teria orientado os delatores a armarem um flagrante contra Aécio ao gravarem uma conversa entre ele e um dos donos da JBS/Friboi, em março de 2017.

No áudio, o tucano pede R$ 2 milhões em quatro parcelas de R$ 500 mil, a título de “empréstimo para pagar despesas com advogados na Operação Lava-Jato”. Ele ainda responde a nove inquéritos no STF. 

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