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A União Europeia se negou a ceder para atender a Bolsonaro

Bruxelas quer fazer um 'último empurrão' para fechar acordo com o Mercosul antes do final do ano. (Foto: Reprodução)

A presidente do Conselho da UE (União Europeia) alertou que o bloco não aceitará reabrir as negociações para a criação de um acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu para atender a eventuais novas exigências do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. O debate sobre o futuro do acordo bilateral foi realizado nesta sexta-feira (9), entre os ministros europeus. A partir de segunda-feira (12), uma delegação do Mercosul desembarca em Bruxelas (Bélgica) para tentar dar um “último empurrão” por um entendimento.

“Vimos as eleições no Brasil e o que foi dito durante as eleições, que nos indica que o Brasil quer renegociar e reabrir o que já se conseguiu”, disse a ministra austríaca de Economia, Margarete Schramböck, e que presidiu o encontro. “Desde o meu ponto de vista, não vamos ceder em nada para que se rebaixe os padrões da Europa, tanto na agricultura como nos produtos industriais”, disse.

Carta

A União Europeia quer “manter e aprofundar” a “parceria estratégica” com o Brasil. Em uma carta enviada ao presidente eleito Jair Bolsonaro, o bloco insiste ainda em relembrar o novo mandatário que a cooperação entre Bruxelas e Brasília também inclui temas como direitos humanos e meio ambiente, assuntos que têm o potencial de criar certo desconforto para a futura diplomacia local.

“Em nome da União Europeia, parabenizamos pela sua eleição como presidente da República Federativa do Brasil”, diz o texto assinado pelo presidente da UE, Donald Tusk, e pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

“A UE e o Brasil têm uma parceria estratégica de longa data, o que ajudou a desenvolver uma ampla cooperação em assuntos bilaterais e multilaterais de interesse comum, como no comércio, ciência e tecnologia, sociedade da informação, defesa e segurança, proteção ambiental e direitos humanos”, disseram os líderes europeus.

Ao longo de sua campanha, Bolsonaro insinuou que poderia rever a participação em acordos de meio ambiente e criticou a defesa dos direitos humanos.

“Estamos prontos para continuar e fortalecer essa parceria durante sua presidência para o benefício de nossos cidadãos, incluindo no contexto das negociações em curso entre o Mercosul e UE”, apontaram.

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