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Vacina contra a gripe é indicada para quase 1 milhão de doentes crônicos no Rio Grande do Sul

As três vítimas não tinham tomado vacina contra a doença. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Um dos grupos prioritários na campanha de vacinação contra a gripe, as pessoas com doenças crônicas abrangem cerca de 970 mil pessoas no Rio Grande do Sul. Esse segmento é composto por diabéticos e quem tem algum tipo de comprometimento de funções do coração, pulmão ou fígado, aspecto que as tornam mais vulneráveis em uma eventual infecção pelo vírus.

Por esse motivo, elas foram incluídas nas campanhas de imunização realizadas nos últimos anos pelo governo federal em parceria com autoridades locais de saúde. A edição 2019 da iniciativa (iniciada no dia 10 de abril e que prossegue até o fim deste mês) já contempla 420 mil indivíduos residentes no Estado, de um total de 3,7 milhões que compõem os públicos-alvo.

Para receber a dose, os doentes crônicos precisam apresentar prescrição médica na Unidade Básica de Saúde, indicando o problema de saúde e o motivo para a vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle do SUS (Sistema Único de Saúde) devem se dirigir aos postos em que estão registrados e onde fazem esse monitoramento, sem a necessidade de prescrição médica.

A enfermeira Letícia Martins, responsável pelo monitoramento da influenza no Cevs (Centro Estadual de Vigilância em Saúde) do governo do Estado, explica que, quando uma pessoa que tem uma comorbidade se infecta pelo vírus, ela tem um risco aumentado de descompensar essa doença crônica, ou seja, agravá-la.

Esse fator também é apresentado pelo presidente da seccional gaúcha da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, João Senger. Ele descreve que o quadro gripal pode desencadear outra doença, não só no idoso como também em pessoas com comorbidades: “Por exemplo, a influenza em um diabético, mesmo que ele se cuide, pode ter uma elevação na sua glicose, o que pode evoluir para uma infecção urinária ou um problema cardíaco mais sério”.

Conforme o médico, isso é chamado de efeito dominó, onde a primeira peça a cair é a gripe, que vai desencadear outros processos que podem levar à hospitalização e até à morte: “A vacinação tem um efeito benéfico, comprovado em evidências, que com ela as pessoas pegam menos pneumonia, que elas têm uma diminuição na hospitalização e também na redução da descompensação de outras enfermidades”.

Também compõem o público-alvo da campanha as pessoas a partir de 60 anos, crianças maiores de seis meses e menores de seis anos, trabalhadores da saúde, professores, policiais e militares, povos indígenas, gestantes, puérperas (mães em um período de até 45 dias pós-parto), pessoas privadas de liberdade (adultos e adolescentes de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas) e os funcionários do sistema prisional.

Em 2018, o Rio Grande do Sul teve 623 casos de internação hospitalar por gripe influenza. Desses, 98 evoluíram para óbito. A maioria apresentava, ao menos, um tipo de comorbidade. As condições mais frequentes foram as doenças cardiovasculares (30% dos casos), pneumopatias (25%), diabetes mellitus (18%) e obesidade (17%).

Categorias

Em muitos desses casos, além das doenças crônicas, a pessoa fazia ainda parte de outros grupos elegíveis para a vacinação, por ser criança ou idoso, por exemplo. Veja, a seguir, as categorias de risco clínico com indicação da vacina:

– Doença respiratória crônica: asma em uso de corticoide inalatório ou sistêmico (moderada ou grave), DPOC )(doença pulmonar obstrutiva crônica), bronquiectasia, fibrose cística, doenças intersticiais do pulmão, displasia broncopulmonar, hipertensão arterial pulmonar, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade;

– Doença cardíaca crônica: doença cardíaca congênita, hipertensão arterial sistêmica com comorbidade, doença cardíaca isquêmica, insuficiência cardíaca;

– Doença renal crônica: doença renal nos estágios 3, 4 e 5, síndrome nefrótica, paciente em diálise;

–Doença hepática crônica: atresia biliar, hepatites crônicas, cirrose;

– Doença neurológica crônica: condições em que a função respiratória pode estar comprometida pela doença neurológica, considerar as necessidades clínicas individuais dos pacientes (incluindo AVC, indivíduos com paralisia cerebral, esclerose múltipla, e condições similares), doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular, deficiência neurológica grave.

– Diabetes: diabetes Mellitus tipos 1 e 2 em uso de medicamentos;

– Imunossupressão: imunodeficiência congênita ou adquirida, imunossupressão por doenças ou medicamentos;

– Obesos: obesidade grau 3 (IMC maior que 40);

– Transplantados: orgãos sólidos, medula óssea;

– Portadores de trissomias: síndrome de Down, síndrome de Klinefelter, sídrome de Wakany e outras trissomias.

(Marcello Campos)