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A Volkswagen muda estratégia para crescer no Brasil

Brasil e Argentina podem mudar, no segundo semestre deste ano, as regras do acordo de exportação e importação de veículos. (Foto: Reprodução)

O presidente da Volkswagen na América Latina, o argentino Pablo Di Si, estima que a expansão na oferta de crédito levará a um aumento de vendas de carros no País neste e nos próximos anos. “Os consumidores conseguiram pagar e amortizar as suas dívidas mais rapidamente. Aí, o crédito começou a girar novamente”, disse, após participar de reunião do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Brasil e Argentina podem mudar, no segundo semestre deste ano, as regras do acordo de exportação e importação de veículos, que começou em 2015 e expira somente em 2020, afirmou Di Si. As mudanças, se confirmadas, devem ampliar o prazo de vigência e aumentar o flex, nome que o setor dá para a quantidade de dólares que o Brasil pode exportar para a Argentina a cada US$ 1 importado de lá.

A última vez que o acordo foi renovado, em 2016, estabeleceu que o flex seria de 1,5. Isso significa que, para cada US$ 1 importado das fábricas argentinas, as brasileiras podem exportar US$ 1,5. O combinado foi que a relação se manteria até 2019, com uma elevação para 1,7 nos últimos 12 meses de vigência, que se encerrariam em junho de 2020.

Agora, o governo brasileiro quer elevar o flex e ampliar o prazo. Na opinião do presidente da Volkswagen, o novo flex deverá ficar entre 1,5 e 2, com a possibilidade de haver um aumento gradual a cada ano. Di Si afirmou que, se dependesse dele, o flex aumentaria a cada ano até chegar a 2 em 2030.

As discussões entre Brasil e Argentina em torno do acordo ocorrem meses depois de o governo argentino ter começado a cobrar garantias das empresas que não estavam respeitando o flex. Como o mercado brasileiro estava em queda, havia pouca demanda por carros argentinos.