Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019

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Notícias Abalada por disputas de poder, a maior reserva indígena do Rio Grande do Sul foi alvo de uma operação especial da Polícia Federal

Agentes cumpriram 14 mandados de prisão preventiva na área da Guarita, Noroeste do Estado. (Foto: Divulgação/PF)

Na manhã dessa terça-feira, a Polícia Civil e a BM (Brigada Militar) participaram da operação especial deflagrada pela PF (Polícia Federal) com o objetivo de apurar crimes ocorridos em meio à disputa pela liderança da reserva da Guarita, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, próximo à fronteira com a Argentina. Trata-se da maior área indígena do Estado.

Foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e outros 38 de busca e apreensão na terra indígena Guarita, abrangida pelos municípios de Miraguaí, Redentora e Tenente Portela. A ofensiva decorre de um inquérito aberto para investigar um atentado cometido no dia 19 de outubro contra um cacique caingangue e sua família (a casa onde moram foi alvo de diversos tiros), além do assassinato de um índio e da tentativa de homicídio de outros dois, registrados no dia 7 deste mês.

Os crimes investigados são homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, incêndio majorado, dano qualificado e formação de milícia armada. Ao todo, 40 policiais civis participaram das ações, que contaram com um efetivo de 200 policias, entre civis, federais e militares.

Vale do Rio Pardo

Já em Dom Feliciano (Vale do Rio Pardo), uma ação integrada com a Polícia Federal levou à captura de dois suspeitos de participarem do roubo a banco cometido no município na madrugada de 6 de julho. Eles também são apontados como responsáveis pela tentativa de homicídio contra policiais federais e militares durante a fuga da ação criminosa.

Outro integrante do grupo já havia sido preso no dia 4 de setembro, no município de Amaral Ferrador, em operação conjunta entre agentes da Polícia Federal, Polícia Civil e Brigada Militar.

Além dos mandados de prisão preventiva, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão na cidade de Lajeado (Vale do Taquari). As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal e pela Justiça Estadual em Camaquã. Foram apreendidos um veículo, uma espingarda calibre 12, munições e telefones celulares.

Os presos são investigados por tentativa de homicídio, roubo a banco e associação criminosa. As investigações prosseguem em inquéritos instaurados pela Delepat (Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio) da PF, e também pela 1ª Delegacia de Roubo a Bancos, da Polícia Civil gaúcha, a fim de identificar outros envolvidos.

Região Metropolitana

Em Viamão (Região Metropolitana de Porto Alegre), a DPHPP (Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa) prendeu dois homens apontados como autores de um homicídio cometido no município há exatos dez meses, no dia 19 de janeiro.

A vítima foi morta a tiros e teve o seu corpo encontrado ao lado de um veículo roubado. Segundo as investigações, o motivo do crime seria uma desavença entre membros de um mesmo grupo criminoso.

Os suspeitos, ambos com 24 anos de idade, foram presos temporariamente. O primeiro foi encontrado em sua residência, ao passo que o segundo recebeu voz-de-prisão enquanto cumpria sentença por outro crime, em regime semiaberto.

(Marcello Campos)

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