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Advogada é presa suspeita de falsificar documento para diminuir pena de prisão de clientes em Cuiabá

A advogada passou por audiência de custódia e vai cumprir prisão domiciliar. (Foto: OAB/MT)

Uma advogada foi presa na manhã desta terça-feira (26) suspeita de falsificar documentos para diminuir a pena de clientes presos, em Cuiabá (MT). Segundo a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil, a advogada Jackeline Moreira Martins Pacheco teve a prisão preventiva decretada pela 2ª Vara Criminal de Cuiabá. As informações são do portal de notícias G1.

Ela passou por audiência de custódia e vai cumprir prisão domiciliar. A decisão é da juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes. A defesa da advogada alegou que ela é mãe de duas filhas, sendo uma delas menor. O próprio Ministério Público Estadual (MPE) pediu para que a prisão fosse cumprida de forma domiciliar.

“A prisão é cautelar e a investigada é mãe de filha menor de 12 anos de idade. Ademais, na presente audiência, o digno representante do Ministério Público pugnou pela conversão da prisão preventiva em domiciliar, o que certamente, já seria deferido por esta magistrada, haja vista o disposto no referido artigo, bem como a vasta jurisprudência acerca do assunto, porém o órgão investigador/acusador, dispensou o monitoramento eletrônico, por certo, por entender que não causará qualquer obstáculo às investigações”, decidiu a juíza.

De acordo com a GCCO, ela é investigada por falsificação de documentos para remição de pena de condenados da Justiça.

Jackeline também teve mandado de busca e apreensão cumprido na casa dela, em um condomínio de Cuiabá. Três clientes dela, que cumprem penas em unidades prisionais também tiveram mandados de prisão decretados.

Dois presos na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Eles foram identificados como: Paulo Witter Farias Paelo e Diego Alexandre Cocarelli. Um terceiro cliente, Eudes Rodrigo da Silva, está na Penitenciária Major Zuzi Alves da Silva, em Água Boa, a 736 km da capital.

Estelionato

Em outro caso ocorrido na última sexta-feira (22), dois homens acusados de estelionato praticado pela internet foram presos em flagrante pela Polícia Civil de Mato Grosso, em trabalho realizado pelos policiais da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema). Para aplicar o golpe, os suspeitos teriam usado o nome de um sargento do Estado do Mato Grosso do Sul.

Os suspeitos J.P.B.C., 21 anos, e J.L.A.R., 45, simularam depósito bancário para mediante fraude adquirir o aparelho celular da vítima e após serem descobertos foram encaminhados a Central de Flagrante de Cuiabá.

As investigações iniciaram após a vítima procurar os policiais da Dema e relatar que anunciou um Iphone 7 de 256 GB, em um site de vendas na internet. Depois que entregou o aparelho para o comprador no lugar combinado, verificou que a transferência bancária não foi efetivada e que teria caído em um golpe.

Com base em informações passadas pela vítima, os policiais identificaram o suspeito, que durante a negociação do produto se fez passar por um sargento da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul, dizendo que quem buscaria o aparelho celular seria outra pessoa.

De acordo com investigações da Polícia Civil, os suspeitos usam o perfil de sites da internet para aplicar golpes e esta não é a primeira vez que o nome do sargento é utilizado para tal finalidade. Durante o trabalho investigativo, foram identificados outros seis registros de ocorrências semelhantes que podem ter sido praticadas pela mesma dupla.

A Polícia Civil ressalta que este tipo golpe, utilizando sites da internet, tanto perfil pessoal como sites de venda, tem se tornado muito comum, exigindo atenção redobrada da população.

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