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Agência dos Estados Unidos faz acordo de quase 5 bilhões de dólares com o Facebook por falhas de privacidade

Comitê investigou escândalo Cambridge Analytica, em que a rede social foi acusada de repassar dados de milhões de usuários a consultoria que atuou na campanha de Trump. (Foto: Reprodução/Youtube)

A agência federal de comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) aprovou um acordo de quase US$ 5 bilhões com o Facebook para encerrar uma ampla investigação sobre falhas da empresa na proteção da privacidade dos usuários, informou o jornal Wall Street Journal na sexta-feira (12).

Segundo a reportagem, que se baseou em “fontes familiarizadas com o assunto”, o acordo foi aprovado por 3 votos a 2, com uma maioria de conselheiros do Partido Republicano a favor e a objeção de representantes democratas. Ainda segundo o jornal, o acordo ainda precisa ser homologado e deve incluir outras restrições governamentais sobre como o Facebook trata a privacidade dos usuários.

Escândalos em série

O FTC procurava saber se o Facebook violou um acordo feito com a agência federal em 2012, em que a empresa se comprometeu a cuidar melhor da privacidade dos usuários. A investigação começou há 1 ano, após o escândalo da Cambridge Analytica, em que o Facebook foi acusado de repassar dados de dezenas de milhões de usuários da rede social à consultoria que atuou na campanha de Donald Trump em 2016.

Desde o escândalo da Cambridge Analytica, outros problemas envolvendo a rede social no aspecto da privacidade vieram à tona. Outras empresas também tiveram dor de cabeça com esse assunto.Ainda em 2012, o FTC multou o Google em US$ 22,5 milhões.

Criptomoeda

Lançada em meados de junho passado, a criptomoeda do Facebook, a libra, representa o turning point do sistema financeiro global. “Nossas moedas vão desparecer”, avaliou o mexicano Arturo Bris, professor de finanças e diretor do IMD World Competitiveness Center, de Lausanne, na Suíça. “Nossa economia monetária está se transformando em uma economia de token.”

O dinheiro, da forma como o conhecemos e lidamos com ele, nunca mais será o mesmo. Em breve, prevê Arturo, haverá apenas um único meio de pagamento global. Ao entrar para a indústria de ativos digitais, a empresa de tecnologia, com seus 2,7 bilhões de usuários, pode fazer com que as criptomoedas deixem de ser apenas um conceito inovador, mas com pouca utilidade prática, para levá-las de fato ao mundo real. “Até o ano passado, havia muita incerteza sobre as criptomoedas”, lembra Arturo. “Mas o investimento de uma gigante como o Facebook mostra que elas são o futuro.”

Sob o comando de David Marcus, vice-presidente do Facebook, a libra deve entrar em circulação em 2020. A ideia é a de que ela seja utilizada em aplicativos como o Messenger e o WhatsApp. Para isso acontecer, porém, é imprescindível fazer o que nenhuma empresa de cripto jamais fez. De modo a dar credibilidade à iniciativa, o Facebook criou a Libra Association, uma organização sem fins lucrativos, com sede em Genebra, na Suíça, já chamada de Cripto Valley.

Responsável pela governança da moeda, essa aliança é formada por companhias como Uber, Visa, Mastercard e Booking.com, entre outras. Quanto custa o ingresso para esse seleto grupo de apoiadores? US$ 10 milhões, para dar lastro à moeda e evitar flutuações pouco convidativas como as observadas pelas primeiras criptos, como o bitcoin, a pioneira e a mais famosa delas.

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