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“Agora estou virando cantora de verdade”, disse Marisa Orth, que estreia musical

Atriz protagoniza montagem brasileira do espetáculo de 'Sunset Boulevard'. (Foto: Reprodução)

Marisa Orth está há cerca de um ano se preparando para interpretar Norma Desmond, protagonista do musical “Sunset Boulevard”.

Para ser aprovada no papel que já foi de Glenn Close em montagens na Broadway e em Londres, precisou fazer testes por vídeo com o inglês Andrew Lloyd Webber, criador do espetáculo – e de outros clássicos do teatro musical, como “O Fantasma da Ópera” e “Evita”.

“Graças a Deus ele aprovou, mas me mandou treinar”, conta a atriz, que fez aulas de canto por Skype com uma professora inglesa indicada por Lloyd Webber (a mesma que orientou Close) e continuou os estudos com um brasileiro que segue o mesmo método.

“É todo um universo esse mundo do canto, meu bem. E este musical é daquele tipo em que quase tudo é cantado, e o que tem texto é partiturado [segue um ritmo musical], porque a orquestra fica o tempo inteiro trabalhando, então você tem um tempo certo para dizer as suas falas, mesmo quando elas são só ditas”, explica Marisa, que tem longa carreira de cantora, mas se diz “uma quase novata no teatro musical”.

“Eu só fiz três. Musical é um canto específico, o tal do ‘belting’, que é fazer músicas altas de peito. E tem que ter resistência para fazer seis, sete sessões por semana. Então continuo com as aulas, vou continuar durante a temporada inteira. Eu canto há muitos anos, mas agora estou virando cantora de verdade.”

Mas não é apenas o canto que sustenta o papel de Norma. Antes estrela de cinema mudo, a atriz agora, nos anos 1950 em que se passa a trama, está fadada ao ostracismo e vive num mundo de fantasia em sua mansão na Sunset Boulevard, em Los Angeles, acompanhada do fiel mordomo Max (Daniel Boaventura).

Uma personagem repleta de trejeitos, comenta Marisa. “Ela tem uma curva dramática, é toda arquetípica. Ela é, coitada, ela é patética.”

A vida de Norma muda quando bate à sua porta Joe Gillis (Julio Assad), um roteirista fugido de cobradores de dívidas. Ela vê no rapaz uma chance de tirar do papel um roteiro de filme que acalenta há anos, e ele acaba seduzido pela proposta financeira e pelo mundo ilusório da atriz.

A montagem brasileira, que estreia em São Paulo nesta semana, traduz a adaptação que Lloyd Webber fez para os palcos do filme de Billy Wilder – que no Brasil ganhou o nome “Crepúsculo dos Deuses”. Mas não se trata de uma réplica do original estrangeiro.

Aqui, o cenário é mais abstrato, feito todo de bobinas de filme que rodeiam o palco. Ao fundo, é alocada a orquestra, que fica à vista do público.

O diretor Fred Hanson, que antes encenou aqui “Cantando na Chuva”, também criou uma cena que não existia no original. A montagem nacional conta com um entreato, no qual uma Norma jovem (vivida pela bailarina Juliana Olguin) aparece em seu auge artístico, nos anos 1920, toda em tons de prata, preto e branco, como num filme sem cores.

A personagem ressurge em outras cenas, no alto do palco, como se fosse uma reminiscência da atriz ou mesmo o passado da qual a ex-estrela não consegue se desvencilhar.

 

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