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Além das marcas de expressão facial, o botox pode ser aplicado nas axilas, pés, mãos, pescoço e rosto

A toxina age no canal nervoso de forma a paralisar o movimento muscular. (Foto: Freepik)

A toxina botulínica tipo A, popularmente intitulada como botox — nome de uma das fabricantes da substância —, é a queridinha de quem pretende atenuar as marcas de envelhecimento. No entanto, especialistas da área afirmam que seu alcance vai muito além de funções puramente estéticas.

Originária de estudos que buscavam tratar o estrabismo, a toxina age no canal nervoso de forma a paralisar o movimento muscular. Sua ação pode ser útil em qualquer caso onde a paralisação da região aplicada gere benefícios ao paciente.

Além das marcas de expressão facial, o botox pode ser aplicado nas axilas, pés e mãos em casos de hiperidrose (suor excessivo); no pescoço, quando bebês nascem com torcicolo congênito e nos olhos, para tratar o estrabismo.

A toxina também é utilizada no rosto com fins pouco divulgados. É o exemplo do sorriso gengival e do bruxismo, nos quais odontologistas aplicam a substância para contrair os músculos da boca e evitar suas ocorrências.

Tem pessoas que morrem de medo do botox, mas na verdade ele é usado pra doenças há muito tempo. O mito existe pela falta de informação”, afirmou a dermatologista Fabiola Bordin. Segundo ela, a tendência é que o assunto cresça cada vez mais, porque “apesar da existência de cremes, somente a aplicação do botox é capaz de realizar a paralisia muscular sem lesão”, completou.

Um estudo publicado recentemente, da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, concluiu que a aplicação de botox na glabela, região da testa acima do nariz e entre as sobrancelhas, é capaz de alterar o humor das pessoas. E mais, através disso, o procedimento pode curar quadros depressivos e enxaquecas severas. Isso se justifica, de acordo com o pesquisador Eric Finzi, um dos autores do estudo, porque a glabela concentra as marcas de expressão oriundas de sentimentos como tristeza, ansiedade e angústia.

O decorador Thiago Calil, 38, aplica botox há sete anos e que o segredo para dar certo está no bom senso. “A grande preocupação de todo mundo que aplica botox é ficar com um aspecto natural. Para isso o ideal é não paralisar por completo, sempre é bom deixar mexendo um pouco”, declarou. Para Thiago, o caso dele caracteriza “um movimento em que os homens estão assumindo suas vaidades”, detalhou o decorador.

Especialistas ressaltam que o método não é indicado para pacientes com doenças de pele não controladas, como lúpus, e para alérgicos a proteína do ovo. Também é recomendado evitar massagear o local da aplicação e expô-lo ao sol nos primeiros dias após a injeção.

A aplicação de botox para combater o bruxismo, que se configura pelo ato de ranger ou apertar os dentes durante o sono, tem eficácia comprovada. A toxina é capaz de suavizar o movimento do músculo e reduzir os danos a zero nestes casos. A médica veterinária Priscila Reis, 36, demorou para diagnosticar as dores na cabeça e ouvidos, mas foi com a odontologista Sandra Albuquerque que ela conseguiu tratar o bruxismo.

“Acordava com muita enxaqueca e uma dor forte nos ouvidos. Fui a alguns médicos, mas apenas no consultório de uma dentista consegui resolver o problema”, disse Priscila. Além de diminuir o tamanho dos dentes, a doença prejudica o sono. “Às vezes eu acordava com o barulho dos meus dentes rangendo. O procedimento melhorou muito minha qualidade de vida”, contou Priscila.

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