Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019

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CAD1 Alta comissária dos Direitos Humanos da ONU solicita inquérito sobre violência policial em Hong Kong

"Condeno essas mortes. Trata-se de um desenvolvimento extremamente perigoso, pois longe de apaziguar a violência, é possível que a agrave", acrescentou Bachelet. (Foto: Divulgação/ONU)

A alta comissária para os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, disse que está apreensiva com a repressão às manifestações pró-democracia em Hong Kong, na China. Ela pediu um inquérito imparcial na ex-colônia britânica. Bachelet “condena qualquer forma de violência e apela às autoridades de Hong Kong para que abram um inquérito rápido, independente e imparcial”, conforme informou o porta-voz Rupert Colville, em entrevista em Genebra, sobre o comportamento das forças de segurança.

A alta comissária lembra que o direito à liberdade de expressão e à reunião pacífica, assim como o direito de participar dos assuntos públicos, são reconhecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Lei Fundamental que rege Hong Kong. Bachelet disse também que seu gabinete tem “provas credíveis de que os agentes das forças de segurança usaram as armas de forma proibida pelas normas internacionais”.

Ela citou disparos de gás lacrimogêneo “diretamente sobre manifestantes, com risco considerável de matar ou ferir gravemente”, em locais que povoados. “O Alto Comissariado pede expressamente às autoridades de Hong Kong para investigarem imediatamente esses incidentes e agir com contenção para que os direitos dos que exprimem suas opiniões pacificamente sejam respeitados e protegidos”, disse o porta-voz.

Entenda

A ex-colônia britânica enfrenta sua pior crise política desde a transferência de soberania do Reino Unido para a China, em 1997. A contestação social começou no início do mês de junho contra um projeto de lei que pretendia autorizar as extradições para Pequim. Entretanto, a proposta foi suspensa, mas as manifestações generalizaram-se e reivindicam agora medidas para a implementação do sufrágio universal no território, a demissão da atual chefe do governo, uma investigação independente sobre a violência policial e a libertação dos detidos ao longo dos protestos.

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