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Ameaças de bomba na Argentina assustam a população

Casa Rosada foi um dos alvos de ameaça. (Foto: Reprodução)

Ameaças de bombas vem sendo comuns em Buenos Aires, na Argentina. Nesta terça-feira (14), uma nova série delas esvaziou prédios da capital do país. Entre eles, parte da Câmara dos Deputados, que já havia sido alvo um dia antes. Também receberam alertas os estúdios da emissora Telefe e um hospital. Em todo os casos, a polícia argentina descartou perigo, segundo o jornal “Clarín”. Nos últimos dois meses, pelo menos 27 ameaças a estações de trens e escolas foram registradas.

Na segunda-feira (13), denúncias falsas deixaram a polícia em alerta: os alvos seriam a Casa Rosada, a Câmara dos Deputados e as estações de trem Retiro e Constitución. As chamadas telefônicas falsas foram registradas diversas vezes e resultaram na evacuação das estações de trem. Com isso, mais de 150 mil pessoas ficaram sem transporte no final da tarde, em um momento de pico de trânsito em Buenos Aires.

A polícia trabalha para tentar entender se as ameaças sucessivas de bomba têm alguma ligação com o crime ocorrido na semana passada, quando o deputado Héctor Olivares e seu assessor Miguel Yadón foram mortos a tiros em um atentado em frente ao Congresso Nacional. A polícia ainda não confirmou se há relação entre os acontecimentos.

As denúncias de bombas, ainda inexplicadas pela polícia, resultaram na prisão de diversas pessoas nos últimos dois meses. nesta segunda, um homem de 28 anos, suspeito de pelo menos nove denúncias falsas, foi preso. “Não vamos permitir que alguém ache que pode assustar as pessoas sem sofrer consequências. Nenhum ato desse tipo vai ficar impune”, disse a ministra da Segurança Patrícia Bullrich.

Gerardo Milman, chefe do gabinete do Ministério de Segurança, disse que as forças de segurança habitualmente conseguem encontrar os responsáveis pelas denúncias falsas, que terminam presos. Ele disse ainda que essas pessoas agem assim para “incomodar, atrapalhar a rotina dos cidadãos, muitas vezes complicando a vida de milhares de argentinos que utilizam os trens”.