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Angela Merkel é eleita para o quarto mandato como chanceler da Alemanha

Decisão foi tomada por 364 votos a 315 no Parlamento alemão. (Foto: Reprodução)

Os parlamentares da Alemanha reelegeram Angela Merkel para o cargo de chanceler do país nesta quarta-feira (14), por 364 votos a 315. Houve nove abstenções. “Eu aceito o voto”, disse Merkel à câmara baixa do Bundestag, o Parlamento da Alemanha, após a votação. A chanceler segue, agora, para a sede da presidência do país para ser nomeada formalmente para o cargo. Depois, retorna ao Parlamento para fazer o juramento.

Será o quarto mandato e, possivelmente, o último e mais desafiador da chanceler, que teve dificuldades para formar a atual coalizão que governará o país, formada pelo SPD (Partido Social-Democrata), pela CSU (União Social Cristã) e pela CDU (União Democrata Cristã), partido de Merkel.

As eleições ocorreram em setembro, mas a coalizão só foi formada neste mês, quando o SPD concordou em participar da aliança. Desde então, Merkel seguiu no poder interinamente. Inicialmente, Merkel tentou formar uma coalizão “Jamaica”, com os liberais e o Partido Verde, mas as negociações fracassaram. A premiê então se voltou para os social-democratas, que na noite da eleição anunciaram que iriam para a oposição e não participariam de um quarto governo Merkel.

Quando o SPD passou a negociar um governo, a mudança não foi bem recebida pela base, que preferia ser oposição. Mas, após um amplo debate interno, o partido optou por continuar na situação.

Coalizão 

Filiados do Partido Social-Democrata da Alemanha aprovam acordo de coalizão com a União Social Cristã e a União Democrata Cristã, partido de Merkel, garantiram um quarto mandato à primeira-ministra e encerraram meses de indefinição no país.

O anúncio foi feito após um processo de consulta aos 463 mil filiados do SPD, que tiveram duas semanas para informar por carta se aceitavam o acordo de coalizão fechado pela liderança do partido com os líderes da CDU e da CSU.

Essa é a terceira vez que o SPD participa de uma coalizão de governo de Merkel. As outras foram as das legislaturas de 2005-2009 e 2013-2017. Na de 2009-2013, a chanceler alemã governou com apoio do Partido Liberal.

Ministro

Jens Spahn, o indicado de Merkel para o Ministério da Saúde do novo governo, se envolveu em uma controvérsia antes mesmo de assumir o cargo, ao fazer comentários sobre a pobreza na Alemanha. Em entrevista ao jornal Berliner Zeitung publicada no domingo (11), Spahn disse que os dependentes do sistema de assistência social de subsistência, conhecido com Hartz IV, não são pobres, uma vez que suas necessidades básicas são garantidas.

“Hartz IV não significa pobreza, mas é a resposta da nossa comunidade de solidariedade à pobreza”, disse. O futuro ministro – que é um dos maiores críticos de Merkel dentro de seu partido, a CDU – afirmou que ninguém deve passar fome no país, mesmo os que não são dependentes dos 930 centros de distribuição de alimentos, e disse que o Hartz IV faz com que o país tenha “um dos melhores sistemas de assistência social em todo o mundo”.

Estabelecido em 2002, o Hartz IV prevê que autoridades locais paguem benefícios sociais a pessoas como mães solteiras, incapacitadas ou desempregadas durante um longo período. A secretária-geral da CDU, Annegret Kramp-Karrenbauer, disse que Spahn acertou ao afirmar que o sistema social alemão deve ser revisado regularmente para assegurar que as necessidades básicas dos dependentes sejam garantidas, mas considerou politicamente incorreto que políticos que recebem altos salários tentem definir os sentimentos dos mais carentes.

 

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