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Antes de construir, é preciso “desconstruir muita coisa” no Brasil, disse Bolsonaro nos Estados Unidos

O presidente Jair Bolsonaro pretende enviar estudantes brasileiros para Israel para estudar técnicas de irrigação. (Foto: Divulgação)

Em um jantar com lideranças conservadoras no domingo à noite, em Washington (EUA), o presidente da República, Jair Bolsonaro, disse aos presentes que o sentido do seu governo não é construir coisas para o povo brasileiro, mas desconstruir. Depois dessa etapa, na sua visão, é que chegaria o momento de começar a fazer algo pelo País.

“O Brasil não é um terreno aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos é que desconstruir muita coisa. Desfazer muita coisa. Para depois nós começarmos a fazer. Que eu sirva para que, pelo menos, eu possa ser um ponto de inflexão, já estou muito feliz”, afirmou.

Na avaliação de Bolsonaro, “o nosso Brasil caminhava para o socialismo, para o comunismo”, mas esse processo foi interrompido com a sua vitória eleitoral – “um milagre”.

Um vídeo com um trecho do discurso do presidente foi também publicado no Twitter por Eduardo Bolsonaro. No mesmo discurso, Jair Bolsonaro disse que estava sentindo-se “quase que em casa”. Ele falou que sempre teve admiração pelo povo americano e que os Estados Unidos sempre lhe serviram de exemplo.

No evento, o presidente do Brasil fez uma deferência especial ao filósofo e professor Olavo de Carvalho, que estava sentado ao seu lado no jantar. Disse que Olavo foi um de seus grandes inspiradores e inspirador de muitos jovens no Brasil. “Em grande parte, devemos a ele a revolução que estamos vivendo”, declarou.

O jantar foi realizado na residência do embaixador brasileiro em Washington, Sergio Amaral. Além da comitiva do presidente e de Olavo de Carvalho, estavam presentes pensadores da direita americana. Entre eles, Steve Bannon, o ex-estrategista de Donald Trump; o acadêmico Walter Russell Mead; a colunista do Wall Street Journal Mary Anastasia O’Grady; e o editor da revista literária The New Criterion, Roger Kimball.

Foram servidos mousse com ovas de salmão, beef Wellington, purê de nabo e quindim, além de caipirinha. Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o presidente também afirmou que “democracia e liberdade são os fatores mais essenciais que unem os dois povos neste momento”.

Bolsonaro ainda lembrou a atuação do Brasil ao lado de tropas americanas na Segunda Guerra Mundial. A agenda oficial de Bolsonaro nos Estados Unidos prevê uma visita à Casa Branca nesta terça-feira (19), quando ele deverá se encontrar com o presidente americano Donald Trump.

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