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Ao menos 170 pessoas já foram presas por envolvimento em ataques a ônibus e prédios no Ceará

Em uma semana, o rastro de destruição inclui incêndios de lojas. (Foto: Agência Brasil)

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), informou, no final da tarde dessa terça-feira, que as forças de segurança do Estado nordestino já efetuaram a prisão de 170 pessoas suspeitas de envolvimento em ataques criminosos dos últimos dias. As ocorrências foram registradas em mais de 40 municípios cearenses, incluindo a região metropolitana de Fortaleza.

Do total de presos, 20 foram capturados nas últimas horas, destacou o governador. Camilo Santana garantiu que o policiamento foi reforçado e mais prisões deverão ocorrer a qualquer momento.

“Estamos reforçando ainda mais o policiamento na capital e também no interior, com o apoio de tropas federais e estados parceiros. Já determinei à cúpula da segurança que empregue todos os esforços necessários”, publicou o governador em sua página no Facebook.

Santana também informou que lideranças criminosas presas no Estado estão sendo identificadas e transferidas para presídios federais. Ao todo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública disponibiliza 60 vagas para detentos do estado nas prisões de segurança máxima administradas pelo Depen (Departamento Penitenciário Nacional). “Não haverá tolerância com o crime”, concluiu o chefe do Executivo.

Entenda

Nessa terça-feira, a série de ataques criminosos contra ônibus, bancos, prefeituras, comércios e prédios públicos que atinge Ceará completou uma semana. As autoridades já contabilizam mais de 160 ataques em 40 dos 184 municípios cearenses.

A ofensiva teve início após uma fala do secretário da Segurança Penitenciária, Mauro Albuquerque, que prometeu acabar com a entrada de celulares nos presídios e encerrar a divisão de presos nas detenções conforme a facção criminosa a que pertencem.

Membros de facções criminosas rivais se uniram para atacar veículos da frota de ônibus, bancos, postos de saúde, prédios públicos e privados e veículos utilizados em serviços como Correios e coleta de lixo. Em pichações, os criminosos pedem a saída de Mauro Albuquerque, que prometeu acabar com a entrada de celulares nos presídios e com a divisão nas unidades conforme a facção a que cada preso pertence.

Entre a noite de quarta e a madrugada da última quinta-feira, criminosos incendiaram dois ônibus em Fortaleza e ampliaram as ações também na Região Metropolitana da capital. Uma bomba foi explodida em um viaduto na cidade de Caucaia. O local precisou ser isolado e passou por reparos para evitar um desmoronamento.

Os criminosos queimaram pelo menos 25 ônibus e vans do transporte público, de prefeituras e escolares no estado. Devido aos ataques, a frota precisou ser reduzida na Grande Fortaleza. Ônibus passaram a circular em comboio e com policiais embarcados para evitar novos ataques.

Além dos ônibus, bandidos também incendiaram veículos de empresas particulares e que prestam serviços públicos, como ambulâncias, caminhões de lixo e carros da Cagece (Companhia de Água e Esgoto do Ceará) e da Enel Distribuidora de Energia.

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