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Claudia Raia comemora capacidade de fazer papéis diferentes em comédia, comenta perda da mãe e fala sobre filhos

Mãezona, Claudia conta que os filhos têm a vida deles, mas admite que interfere, sim. (Foto: Reprodução/Instagram)

“Deus me livre”, exclama Claudia Raia, aos risos, só de pensar em ser uma mãe como a controladora Lidiane, sua personagem em “Verão 90”, da TV Globo. Aos 52 anos, a atriz diz que Lidiane não sabe lidar com a síndrome do ninho vazio (quando os filhos deixam a casa dos pais) e acha que deve ser um baque muito duro. “Eu tenho um filho de 22 anos (Enzo) e outra de 16 (Sophia). Fácil não é, mas você tem que ir trabalhando para isso”, ensina.

Mãezona, Claudia conta que os filhos têm a vida deles, mas admite que interfere, sim. “Quando vejo que tem algo errado, um caminho errado ou que tenho que me pronunciar”, esclarece. “A Lidiane invade a casa da filha, manda fazer uma obra que não acaba nunca, é uma louca que domina tudo”, compara ela, com humor.

Apoio

A atriz confessa que tremeu na base quando a caçula fez 13 anos. Isso porque foi com essa idade que Claudia saiu de casa para se dedicar ao balé nos Estados Unidos. “Pensei: ‘será que ela [Sophia] vai fazer igual?’. Ela quer ir. Se ela tivesse vontade de ir com 13, eu ia tentar aguentar e fazer o que minha mãe fez. Ela viu que tinha parido uma doida que queria voar, e que se ela não abrisse a portinha da gaiola,eu iria arrebentar a gaiola”, conta.

“Eu tentaria entender, daria recursos a ela, que minha mãe não tinha na época para me dar, mas como mulher muito forte, conseguiu me manter lá. E foi uma oportunidade muito importante”, avalia a estrela.

Perda

Durante a novela, Claudia teve que lidar com a perda da mãe, Odette, que morreu em março, aos 95 anos.

“É uma dor que talvez não passe, mas sou tão grata pela vida que ela teve e por eu ter nascido dela aos 44 anos. Ou seja, há 52 anos quase ninguém nascia de mães com essa idade. A minha gratidão é maior que a minha dor.”

Claudia diz que o trabalho e o apoio de amigos e filhos (os verdadeiros e a da ficção) a ajudaram a superar a perda. O fato de fazer comédia colaborou.“aconteceu a mesma coisa em Ti-ti-ti (2010), quando me separei do Edson (Celulari, após 17 anos juntos)”,afirma. Era uma personagem que também me ajudou, porque essas coisas te impulsionam para cima. Claro que você não deixa de viver o luto, e ainda estou vivendo, mas essa novela (‘Verão 90’) e essa personagem (Lidiane) me ajudaram muito. Além do amor dos meus amigos e da minha família”, afirma.

Verão 90

Há 36 anos de Globo, Claudia comemora o fato de conseguir se reinventar, fazendo uma personagem com características de papéis que já viveu. “Foi um trabalho árduo, mas acho que ela ficou bem diferente, engraçada”, explica. A atriz destaca que percebeu, desde o começo da novela, que o coração da personagem era a relação com a filha.

“É a construção de uma dupla, e não são apenas de mãe e filha. Tem mães e filhas que são simbióticas, e elas (Lidiane e Manu, vivida por Isabelle Drummond) são, quase numa dependência emocional. Isso é interessante de mostrar. E construímos de verdade, Isabelle e eu, e até passou para a vida. Foi uma dupla de que as pessoas vão se lembrar com carinho”, diz a estrela.

Para a atriz, as situações cômicas vividas por Lidiane não eram gratuitas, por mais malucas que pudessem parecer. “Às vezes, acho tudo tão absurdo (risos), mas as pessoas não, acreditam que ela é uma mãe que foi defender a filha. Quando se cai na empatia, pode tudo. Acho que a direção teve uma mão muito forte em nos conter e sempre trazer a humanidade, o coração da personagem na frente. A gente se manteve bem, mesmo fazendo loucuras, porque as autoras são muito boas de comédia”, derrete-se.

 

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