Últimas Notícias > Capa – Destaques > Sol predomina no estado e temperatura aumenta nesta quinta

Aos 60 anos de existência, a Turma da Mônica surge em carne e osso em filme

O quarteto que encarna a turminha nos cinemas foi escolhido em meio a testes com quase 8 mil crianças de todo o País. (Foto: Divulgação)

Um abraço coletivo antes e depois das filmagens reconectava Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão). Assim, a temática de “Turma da Mônica — Laços” ganhava ecos dentro e fora de cena: a amizade que os une é muito mais importante do que qualquer conflito ou diferença entre eles.

“No início, a gente se desentendia, porque nós quatro temos personalidades bem fortes. Mas depois fomos criando códigos. Se falávamos “gengibre” era porque estávamos tristes e queríamos conversar. “Morana” significava “vergonha alheia”. “TM”, “trollagem” (zoação)…”, detalha a falante paulistana Laura, de 11 anos: “Criamos um grupo no WhatsApp chamado “Monica’s gang” e mantemos contato por lá desde que as filmagens acabaram. São as conversas mais aleatórias do mundo!”

O quarteto que encarna a turminha mais querida das HQs no Brasil nos cinemas foi escolhido em meio a testes com quase 8 mil crianças de todo o País, sob o olhar atento do diretor Daniel Rezende.

“Eu tinha receio do live-action (filme ao vivo) porque achava que não conseguiríamos atores mirins que reproduzissem fielmente os personagens que desenhei há 60 anos. Mas essas crianças são a própria Turma da Mônica! Brincam e brigam, como nos quadrinhos”, conta, sorridente, o cartunista Mauricio de Souza, de 83 anos, que acompanhou de perto as gravações: “Mas não codirigi. Confio muito no taco do Daniel. E deu tudo tão certo, que parece que a gente estava ensaiando para esse filme a vida inteira…”

Único que já tinha tido experiência como ator, o paulista Kevin, de 11 anos, entrega semelhanças com Cebolinha.

“Assim como ele, eu sou “cliativo”. Tudo o que ele planeja dá errado, comigo também acontece isso”, compara o garoto, que garante não ter tido dificuldade alguma para trocar o “r” pelo “l” em cena, imitando a língua presa do personagem que lhe coube: “Ah, e eu adoro atormentar a Giulia!”

A intérprete da baixinha dentuça não deixa por menos, ao ser instigada pelo coleguinha.

“Só que eu também sou brava como a Mônica! Quando eu era menorzinha, rosnei para uma mulher que me chamou de fofinha!”, lembra a paulistana de 10 anos, que cortou o cabelo chanelzinho, usou prótese nos dentes da frente em cena, e até hoje não desgruda do coelho Sansão de pelúcia: “Tinha dois desse nas gravações. Um com enchimento de areia, para arremessar, e outro levinho, só para eu carregar mesmo.”

Carioquinha do grupo, Gabriel, de 10 anos, também tem um tanto de Cascão, ele assume:

“Sou estabanado também. E a parte do banho… Realmente é meio chato, né? Você está lá se divertindo, jogando videogame, e sua mãe fala: “Vai pro chuveiro agora!”. Estraga a diversão!”

Direto de Hollywood

“Turma da Mônica — Laços” tem como história central o sumiço do cão verde de Cebolinha, Floquinho. Dois filhotes da raça Lhasa Apso receberam treinamento para as cenas, em que o bichinho aparece até dançando sobre duas patas.

“É importante dizer que não pintamos o Floquinho. A coloração foi feita digitalmente, em pós-produção”, esclarece a produtora Bianca Villar.

Além das crianças, protagonistas absolutas do longa-metragem, o elenco conta com Monica Iozzi (Dona Luísa), Paulo Vilhena (Seu Cebola) e Rodrigo Santoro (Louco). Para transformar-se para o papel, Santoro convocou um especialista em caracterização de Hollywood.

“Compilei imagens do Louco nos gibis e mandei pro Scott Wheeler, maquiador muito talentoso. Ele já tinha um molde do meu rosto, da época de “300” (filme americano de 2006 em que o ator interpretou Xerxes I, o poderoso rei supremo de Pérsia), e esculpiu três narizes em silicone. Também me indicou um lugar em Los Angeles para fazer a peruca loura”, conta o ator, que pela primeira vez, após a fama internacional, faz apenas uma participação especial num filme: “Foi um desafio imenso aparecer do nada no meio da história, desaparecer rapidamente, e nesse pequeno intervalo fazer o público acreditar nesse cara.”

Deixe seu comentário: