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Apesar da prisão de um suspeito, a Polícia Civil ainda tem dúvidas sobre a motivação do assassinato de um advogado na Cidade Baixa

Coletiva de imprensa detalhou investigação até o momento. (Foto: TV Pampa)

A 1ª Delegacia de Polícia Civil, em Porto Alegre, convocou na manhã dessa sexta-feira uma coletiva de imprensa para detalhar tudo o que já foi apurado sobre o assassinato do advogado Gabriel Pontes, 28 anos. O crime ocorreu na tarde do dia 26 de março, uma terça-feira, no bairro Cidade Baixa.

Um suspeito foi identificado e preso na quinta-feira passada, mas o caso ainda não é considerado como encerrado. De acordo com o delegado Paulo César Jardim, a motivação do homem que deu dois tiros na vítima ainda não está completamente esclarecida. Os investigadores não descartam hipóteses como a de latrocínio ou mesmo de morte sob encomenda.

Roteiro monitorado por câmeras

Ao longo desta semana, policiais encarregados do caso remontaram as atividades de Gabriel no dia do crime, por meio das imagens registradas por 34 câmeras de monitoramento. Já se sabe, por exemplo, que às 15h37min do dia em que ele seria baleado, sacou dinheiro em caixa eletrônico na Cidade Baixa. Às 16h04min, o advogado se dirigiu a uma rua paralela tentar depositar o montante – o que provavelmente não chegou a fazer. Exatos quatro minutos depois, foi assassinado.

Essa rotina levanta a possibilidade de que o assassino já estivesse acompanhando os passos da vítima antes de efetuar dois disparos contra o tórax do vítima. Chama a atenção, nessa linha investigativa, o fato de ele ter descido de uma motocicleta, retirado o capacete e colocado um boné. Após cometer o crime, retirou o adereço e vestiu novamente o capacete.

A investigação ainda ouviu 15 testemunhas, incluindo cinco pessoas que viram a situação a uma distância de até 10 metros de distância do crime – elas reconheceram o suspeito, de 23 anos, encontrado no Morro da Cruz e que já possui antecedentes criminais.

(Marcello Campos)

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