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Após a divulgação de “fake news” sobre ataque armado a uma escola em Porto Alegre, a segurança nos colégios foi reforçada nessa quinta-feira

Segundo a Polícia Civil, mensagem original circulou em Pernambuco há sete anos. (Foto: Reprodução)

Na manhã dessa quinta-feira, a chefe da Polícia Civil gaúcha, Nadine Anflor, tentou tranquilizar a comunidade escolar de Porto Alegre. O motivo: a circulação, desde a noite anterior, de mensagens nas redes sociais (principalmente WhatsApp) sobre um suposto plano de ataque armado a uma instituição de ensino (não especificada) da Rede Marista.

Segundo a delegada, trata-se de “fake news” que utiliza imagens de uma matéria jornalística publicada originalmente em Recife (PE) em 2012. O objetivo seria meramente criar pânico entre a população. Ele frisou, no entanto, que por medida de precaução a segurança seria reforçada pela Brigada Militar nos colégios da capital gaúcha ao longo do dia. O incidente será alvo de investigação.

Por meio de um comunicado, Nadine acrescentou que o procedimento teve como pressuposto o cuidado absoluto com a segurança da comunidade escolar e que demais medidas estão sendo adotadas pontualmente pelas gestões dos colégios, “de acordo com as peculiaridades de cada local”.

Também em nota, o Sinepe (Sindicato do Ensino Privado) do Rio Grande do Sul de manifestou sobre o caso: “As escolas particulares gaúchas valorizam em seu projeto pedagógico a promoção da vida e da cultura da paz, realizando diversos projetos e atividades em sala de aula com esse intuito. Mas, sabemos que esse papel não é somente da escola, é preciso contar com o protagonismo da família e o apoio da sociedade”.

“Salientamos, ainda, que as escolas privadas gaúchas investem permanentemente em segurança. Segundo pesquisa realizada pelo Sindicato no início deste ano, investimentos em infraestrutura são o segundo maior custo das instituições, depois das despesas com pessoal. O zelo pela segurança e o cuidado com o bem-estar são preocupações diárias dos gestores e profissionais da rede privada de ensino”, fechou o texto.

Reunião

Também nessa quinta-feira, o secretário municipal de Educação, Adriano Naves de Brito, participou de uma reunião na Cedecondh (Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana) da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Na pauta, a segurança nas escolas.

Segundo ele, as ações específicas da área a serem adotadas pela pasta incluem o serviço de portaria nas instituições de ensino, que deve se repetir neste ano. “Estamos com processo para contratação emergencial e a empresa selecionada deverá trabalhar em sintonia com a direção e com a Guarda Municipal”, frisou.

O titular da pasta também detalhou questões como a disponibilização de uma funcionária da Secretaria Municipal da Educação para atuar no videomonitoramento das escolas, diretamente do Ceic (Centro Integrado de Comando). Outro tópico abordado foi a instalação de sistema de internet sem fio em todas as escolas.

De acordo com subcomandante da Guarda Municipal, Rodrigo Mioti, no ano passado foram realizados pelo menos 39 mil patrulhamentos em escolas. As iniciativas incluem 438 palestras e 61 reuniões, atendendo um total de 21 escolas fundamentais na Capital.

O reforço da relação entre comunidade e escola é um dos pontos defendidos pelo secretário: “Dentro desse ambiente, a autoridade deve ser exercida pelo professor e pela direção. Estamos realizando um trabalho para valorizar a direção da escola e o seu papel de liderança, além de reforçar o vínculo do aluno com o professor. Defendemos que os alunos devem se sentir cuidados, e não vigiados”.

A pauta foi proposta pelo vereador Comissário Rafão Olveira, membro da comissão. “O objetivo é tratar de causas fundamentais. Estou disposto a enfrentar a violência nas escolas”, ressaltou. Participaram do encontro o chefe de gabinete do vereador Rafão Oliveira, Coronel Beresford, além dos parlamentares Moises Barbosa, Lourdes Sprenger e Cláudio Conceição.

(Marcello Campos)

 

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