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Após a pesquisa Ibope, o dólar caiu 3% e a Bolsa teve alta de 4%

Foi a menor cotação da moeda americana durante um pregão em 47 dias. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O otimismo dos investidores segue levando a Bolsa recuperar o patamar dos 81 mil pontos. Às 15h59min, o Ibovespa operava na máxima de 4,00%, aos 81.765,88 pontos. Já o real se fortalece frente ao dólar, o que faz a cotação recuar para o patamar de R$ 3,90 no mercado à vista. Às 15h14min, o dólar à vista caía 3,08% aos R$ 3,9059. É a menor cotação da moeda americana durante um pregão em 47 dias. O bom humor também é observado nos mercados de juros e no contrato futuro do Ibovespa.

A alta do índice é puxada pelas ações de empresas estatais. As ações da Eletrobrás disparavam 8,82% (ON) e 8,55% (PNB), Petrobras registrava forte alta de 6,24% (PN) e 6,90% (ON) e Banco do Brasil ON avançava 8,97%.

O que explica?

A valorização dos ativos brasileiros nesta terça-feira (2), é motivada, segundo agentes do mercado, ao farto noticiário político, como o apoio da bancada ruralista a Jair Bolsonaro (PSL), resultado da pesquisa Ibope e a proibição de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dar entrevistas à imprensa. Bolsonaro e lideranças da campanha festejam a decisão da FPA (Frente Parlamentar Agropecuária).

Depois de a frente ruralista anunciar apoio, a especulação é de como se dará o apoio do Centrão (DEM, PP, PRB, PR, Solidariedade) num eventual segundo turno entre o candidato do PSL e Fernando Haddad, do PT, segundo a coluna Política+. “O movimento dos ruralistas, liderados pela democrata Tereza Cristina (DEM-MS), aponta para a direção que o partido de Rodrigo Maia (RJ) e ACM Neto (BA) deve seguir”, diz a coluna.

Pesquisa

Segundo o Ibope, Bolsonaro avançou para 31% das intenções de voto, enquanto o petista ficou estagnado em 21%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Em um segundo turno, os dois voltaram a aparecer empatados com 42% das intenções de votos. Além disso, a rejeição a Haddad disparou. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-08650/2018.

“Muitos analistas esperavam que as intenções de voto de Bolsonaro fossem afetadas depois dos protestos contra o candidato no final de semana”, escreveu Tony Volpon, economista-chefe do banco UBS em relatório.

“A pesquisa surpreendeu porque Bolsonaro estava perdendo tração. Ele apanhou a semana inteira na imprensa, dos adversários e aí chega na pesquisa e abre 4 pontos, e Haddad fica estagnado”, diz Victor Candido, economista-chefe da corretora Guide.

A disparada de Bolsonaro fez o mercado começar a colocar em suas projeções a possibilidade de a eleição se encerrar ainda no primeiro turno.

“Até ontem, não havia nenhuma probabilidade atribuída a [uma vitória de Bolsonaro] no primeiro turno. Quanto é essa probabilidade? 5%? 10%? Preciso colocar essa probabilidade nos preços, ela existe”, diz Felipe Miranda, economista e estrategista-chefe da Empiricus.

Segundo cálculos da Guide Corretora, o Ibope indica que Bolsonaro tem 38% dos votos válidos (descontados brancos e nulos), ante os 25% de Haddad. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa obter 50% mais um dos votos válidos.

“Uma vitória de Bolsonaro já no primeiro turno ainda exige que ele conquiste 70% dos votos depositados nos quatro candidatos “azuis” (Alckmin, Alvaro, Amoedo e Meirelles) ou 55% dos votos deles somados aos de Marina Silva”, escreveu a XP em relatório.

O mercado financeiro vem sinalizando apoio a Bolsonaro desde que perdeu as esperanças de ver Geraldo Alckmin (PSDB) decolar nas pesquisas de intenção de voto.

A Bolsa brasileira foi impulsionada pelos mesmos motivos e ganhou 3,77%, a 81.593 pontos, no maior nível desde 22 de maio, no início da paralisação dos caminhoneiros.

A alta foi puxada pelas ações de estatais. Os papéis do Banco do Brasil subiram mais de 11,41% e puxaram papéis de todo o setor bancário. As ações preferenciais da Petrobras avançaram 8,66%, enquanto as ordinárias ganharam 6,74%.

Economistas dizem, no entanto, que a manutenção da euforia dependerá da confirmação do cenário pelas próximas pesquisas.

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