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Brasil Depois de sofrer um ataque de hackers, a página do Facebook “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” foi restaurada. O caso será investigado

Em duas semanas, iniciativa já conta com mais de 2 milhões de participantes. (Foto: Reprodução)

Atacada por hackers na noite de sábado, a página do Facebook “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, criada por eleitoras que rejeitam a candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e suas ideias, foi restaurada no início da tarde desse domingo.

Ao sofrer o ataque, a página teve o nome mudado no ataque para “Mulheres com Bolsonaro #17”. A foto de capa da página também foi alterada, recebendo uma foto de Bolsonaro com uma bandeira do Brasil. As administradoras do grupo, por sua vez, foram excluídas.

O grupo feminino, que já conta com mais de 2 milhões de participantes, foi criado há duas semanas, restrito a participantes inscritos e com viés apartidário. Em sua descrição, informa ter sido criado para combater “o fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceito representados pelo candidato Jair Bolsonaro e seus eleitores”.

Caso será investigado

Uma das administradoras que teve os dados hackeados registrou um boletim de ocorrência na delegacia de Vitória da Conquista (BA). O incident será investigado pelo Grupo Especializado de Repressão a Crimes por Meios Eletrônicos da Polícia Civil da Bahia. Segundo a Secretaria de Segurança Pública desse Estado, ainda não há informações sobre a autoria do ataque.

Em nota, o Facebook informou que suspendeu o grupo da rede social online após o ataque dos hackers: “O grupo foi temporariamente removido após detectarmos atividade suspeita. Estamos trabalhando para esclarecer o que aconteceu e restaurar o grupo às administradoras”.

Ao longo do domingo, milhares de pessoas protestaram contra o ataque nas redes sociais, levando a hashtag #MulheresContraOBolsonaro para o “trending topics” (assuntos mais comentados) mundial do Twitter. Também foram usadas as hashtags #EleNão e #EleNunca nos protestos contra o presidenciável.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do candidato, desqualificou a criação do grupo feminino. Ele iroinizou que a página inicialmente era de teor cômico e teve seu nome alterado para a crítica ao presidenciável. No entanto, a informação foi desmentida pelo próprio porta-voz do Facebook, que atestou o fato de ela ter sido iniciada no dia 30 de agosto.

A presidenciável Marina Silva (Rede) foi uma das que manifestaram solidariedade às mulheres do grupo contra Bolsonaro. “O ciberataque contra o grupo #MulheresContraOBolsonaro é uma demonstração de como ditaduras operam”, frisou. “Qualquer ato autoritário é inaceitável, venha de onde vier, seja contra quem for. Toda minha solidariedade ao grupo. Que essa covardia seja investigada e punida.”

Ato público

Para o próximo sábado, milhares de mulheres planejam um ato público no Rio de Janeiro e em outras cidades do País, em protesto contra Bolsonaro. A organização dos protestos ganhou força com o grupo no Facebook “Mulheres unidas contra Bolsonaro”, que em uma semana reuniu cerca de 2 milhões de mulheres críticas ao presidenciável.

A rejeição de mulheres a Bolsonaro chega a 49% do eleitorado feminino, segundo a pesquisa de intenções de voto para o Palácio do Planalto divulgada pelo instituto Datafolha no dia 10. Caso esse índice se confirme, praticamente metade do eleitorado feminino (que corresponde a 53% do total do eleitorado brasileiro) não votará no ex-militar.

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