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Após a disparada nos preços do gás de cozinha, a Petrobras promete revisar a sua política para o produto

Desde o início de junho, as cotações do produto subiram quase 70% para os distribuidores. ( Foto: Agência Brasil)

Nessa quinta-feira, a Petrobrás informou que revisará a metodologia de reajuste de seus preços do gás de cozinha. A decisão ocorreu após uma disparada nas cotações do produto, que subiram quase 70% para os distribuidores desde o início de junho deste ano, motivando críticas de vários setores do País.

A estatal afirmou que o Gemp (Grupo Executivo de Mercado de Preços) da empresa concluiu que, embora os preços do GLP (gás liquefeito de petróleo) praticados no Brasil devam ser referenciados ao mercado internacional, esta metodologia necessita ser revista.

“O fundamento para isso é que o mercado de referência [butano e propano na Europa] está apresentando alta volatilidade nos preços, agravada pela sazonalidade [inverno] naquela região. Desta forma, a correção aplicada esta semana foi a última realizada com base na regra vigente”, declarou a empresa em nota, sem detalhar como ficará a metodologia.

Reajuste

No começo desta semana, a companhia anunciou um aumento de 8,9% no preço do gás de cozinha vendido para distribuidoras, impulsionando para cerca de 68% a alta acumulada desde o início de junho, quando a estatal anunciou uma política de preços do produto com reajustes mais frequentes.

O sexto aumento consecutivo no preço do gás do combustível vendido em botijões de 13 quilos entrou em vigor na terça-feira. Desde que a Petrobras iniciou o ciclo de alta, em agosto, o reajuste acumulado para a modalidade já chega a 67,8%.

“O reajuste foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais”, justificou a Petrobras em um comunicado distribuído à imprensa na ocasião. Para o produto vendido em vasilhames maiores ou a granel, mais usado por consumidores comerciais ou industriais, já houve um reajuste de 5,3% na semana passada.

Desde 2003, a estatal tem praticado dois preços diferentes para o gás liquefeito de petróleo (o gás de cozinha, também conhecido pela sigla GLP): um valor para os botijões menores e outro para os grandes vasilhames. A diferença tinha por objetivo preservar os consumidores mais pobres, para os quais o botijão de gás tem grande peso no orçamento familiar.

Em junho, entretanto, a Petrobras instituiu uma nova política de preços para o produto, passando a levar em conta um conjunto de fatores como as cotações internacionais, a taxa de câmbio e a margem de lucro. No caso do produto vendido para o mercado industrial, a conta inclui, ainda, o custo de importação.

Um dos objetivos da mudança foi eliminar os subsídios que vinham sendo concedidos ao botijão desde o início do primeiro governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006. De acordo com o Sindigás (Sindicato das Empresas Distribuidoras de GLP), o preço praticado pela estatal está hoje 1,3% abaixo das cotações internacionais.

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