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Após dizer que a Constituição não precisa ser feita por políticos eleitos, o vice de Bolsonaro negou que seja “antidemocrático”

General da reserva defendeu a necessidade de mudanças na Carta Magna de 1988. (Foto: Divulgação)

O general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice-presidente da República na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), rebateu as críticas que tem recebido desde que defendeu a possibilidade de uma Constituição Federal não elaborada por políticos eleitos.

Para ele, esse posicionamento não é ditatorial. “Eu não sei por que eu sou antidemocrático”, declarou. “Mas tudo bem, deixa pra lá. É um carimbo que querem colocar em mim e que eu rejeito. Se eu fosse antidemocrático, não estaria participando de uma eleição. Estaria limpando as armas e aguardando o momento.”

Ele não deixou, no entanto, de questionar a Carta Magna vigente no País. “Seria muito bom que pudéssemos trocar a Constituição de 1988”, pregou. “Mas todo mundo sabe muito bem que o presidente da República, por si só, não tem esse poder. As pessoas precisam ter a consciência disso. O pessoal não gosta, acha um absurdo, mas eu tenho direito de externar a minha opinião.”

Algumas declarações recentes do general não foram bem recebidas nem mesmo por parte dos integrantes de sua campanha, que o acusam de querer assumir o lugar de Jair Bolsonaro, hospitalizado desde o dia 6, quando foi atacado com um golpe de faca no abdômen durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

“O pessoal dispara tiro pra tudo quanto é lado”, disse o ex-militar, em entrevista à imprensa. “Eu estou apenas fazendo a minha parte. Como eu posso tomar o lugar de Bolsonaro? O candidato é ele!”.

Racha

Durante evento em Manaus (AM), Mourão negou que haja um racha interno na chapa: “A situação é difícil. A campanha é muito centrada no candidato. Bolsonaro é o mito. Ele é o homem das massas e a agenda é muito centrada no ‘feeling’ dele. Eu continuo fazendo o que tínhamos combinado. Trabalho com grupos de lideranças locais.”

Mourão foi questionado, ainda, sobre qual etnia pertence a família dele, que se declarou “indígena” à Justiça Eleitoral. O vice de Bolsonaro respondeu apenas ser “filho de caboclos do Amazonas”. Quando perguntado sobre políticas para os indígenas e demarcações de terras, porém, disse que não há necessidade de novas demarcações.

O partido de Mourão também ocupa a vaga de vice na chapa do candidato ao governo do Amazonas, Wilson Lima (PSC), que lidera as pesquisas de intenções de voto na capital Manaus. No entanto, ninguém da chapa estadual acompanhou a agenda do vice de Bolsonaro na cidade.

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