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Suzane von Richthofen, presa por participar do assassinato dos pais, perdeu o direito a saídas temporárias da penitenciária após ser flagrada em uma festa

A detenta foi condenada a 39 anos de prisão pela participação na morte de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002. (Foto: Reprodução)

Após flagrante em festa durante a saída temporária de Natal, a VEC (Vara de Execuções Criminais) de Taubaté suspendeu o direito ao benefício para a detenta Suzane von Richthofen. A punição tem validade para as três próximas “saidinhas” – Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Pais. Condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, Suzane cumpre pena na penitenciária de Tremembé (SP).

A medida sobrepõe a decisão anterior, da juíza plantonista, Sueli Zeraik. Na ocasião da infração, em dezembro de 2018, ela entendeu que não havia irregularidade e manteve autorizada a saída de fim de ano da presa. A detenção havia sido feita pela PM.

A nova decisão, da juíza do caso, Wania Regina da Cunha, foi assinada na última semana e foi baseada em um pedido do Ministério Público. Para a magistrada, houve descumprimento da regra na saída de Natal. Isso porque Suzane estava na festa de casamento, em Taubaté, ao invés de seguir para o endereço indicado à Justiça – que é a casa da família do namorado, em Angatuba (SP).

Também foi considerado como agravante, o fato de Suzane já ter informado endereço falso na saída de Dia das Mães em 2016. Na época, como punição, ela ficou na cela solitária por 10 dias e respondeu a processo administrativo.

Condição

Com a perda das três próximas saídas temporárias, Suzane só deve voltar a sair da prisão no Dia das Crianças. A retomada do benefício é condicionada ao bom comportamento dela no sistema prisional. Por nota, a Defensoria Pública, responsável pela defesa de Suzane, informou que o processo tramita em segredo de justiça e não tem autorização para passar informações.

A Secretaria de Administração Prisional, SAP, informou que o processo está em segredo de Justiça e que cumpre a custódia na medida das normas impostas pelo Judiciário. O Ministério Público, autor do pedido que resultou na perda do benefício, foi procurado e disse que não vai se manifestar porque o processo de Suzane tramita em segredo de Justiça.

Regime aberto

No ano passado, a juiza Vânia Regina Gonçalves da Cunha, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté (SP), negou o pedido da detenta Suzane von Richthofen para progressão ao regime aberto – o que permitiria o cumprimento do restante da pena em liberdade. Cabe recurso ao Tribunal de Justiça (TJ-SP).

Desde 2015 a detenta cumpre pena no regime semiaberto. Neste regime, regularmente, ela tem direito a cinco saídas temporárias ao ano, incluindo Dia das Mães e Dia dos Pais. Ela trabalha dentro da penitenciária e namora um empresário de Angatuba (SP).

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